Para a Polícia Civil, há poucas dúvidas de que Veridiana Gaya Machado Sate, de 40 anos, era o alvo do atentado a tiros ocorrido na noite de sexta-feira, 17, no centro de Campo Mourão, que resultou na morte de dois homens e deixou três pessoas feridas.
Se for confirmada a hipótese que a polícia tem como principal, o crime terá ocorrido por vingança e praticado por um garoto de 15 anos que está envolvido com grupos criminosos desde que era praticamente criança.
A investigação policial apontou para um desentendimento ocorrido dois anos atrás entre o grupo do adolescente com o grupo criminoso a que Veridiana faria parte. Integrantes do grupo da mulher teriam tentado matar o adolescente, na época com 13 anos, mas ele conseguiu escapar, mas os homens agrediram a mãe dele,
Tão logo ocorreu o atentado de sexta-feira, quando uma pessoa disparou vários tiros de pistola para o interior de uma loja de convênia lotada, na esquina da Avenida Guilherme de Paula Xavier e Rua Mato Grosso, a polícia identificou o atirador como sendo o jovem de 15 anos. A polícia fez buscas na casa dele, não o encontrando, mas localizando cerca de 500 metros de cordel detonante para explosivos e cerca quantidade de drogas.
Segundo a polícia, o alvo era unicamente Veridiana, que estava no ambiente. As demais pessoas atingidas não tinham qualquer relação com as atividades criminosas do atirador e nem com a mulher alvo da ação.
Márcio Bertholdi Geraldo, de 43 anos, e Michael Zachytko Cavalcante, de 38, foram atingidos e morreram no local. Veridiana foi internada em estado grave na Santa Casa. Ficaram feridos ainda um homem e uma mulher que estavam no estabelecimento.
Correção
A Secretaria da Segurança Pública do Paraná (Sesp) chegou a informar inicialmente que o atentado havia deixado três mortos. Mais tarde, porém, a pasta retificou o boletim e esclareceu que a mulher citada anteriormente permanece internada em estado gravíssimo.








