Segurança pública e impostos foram os principais temas do primeiro debate entre os candidatos ao governo do Paraná, realizado na noite deste domingo, 9, organizado e transmitido ao vivo pela Band. O senador Sérgio Moro, candidato do PL, não compareceu e o debate ocorreu com os candidatos Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD).
Moro tinha confirmado participação neste que foi o primeiro debate televisivo destas eleições, porém três horas antes publicou em suas redes sociais um vídeo dizendo que não participaria do evento. Ele afirmou que haveria um “jogo combinado” entre os dois adversários para atacá-lo.
“É jogo combinado. E, como eles estão desesperados, combinam entre si atacar quem lidera a eleição para o governo do Paraná. Quem tem história e credibilidade e não depende nem de pai, nem de padrinho. Eu não vou ao debate porque me recuso a entrar nesse jogo combinado. Não tenho medo de debate. Não tenho medo de nada”, disse Moro no vídeo.
Os três candidatos foram os únicos convidados para o debate da Band, seguindo critérios de representatividade previstos pela legislação eleitoral. Foram convidados os partidos que têm pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional, somando deputados federais e senadores.
Uma das perguntas feitas a Requião Filho e Sandro Alex foi justamente sobre a ausência de Sérgio Moro ao debate. O candidato do PDT disse que Moro precisa comparecer a outros debates que ainda acontecerão nestas eleições.
“Queria saber dele o que ele acha da venda da Copel, que deixou a energia mais cara. Queria saber dele, que fala tanto em corrupção, sobre as diversas denúncias que eu fiz aqui no Paraná e que estão hoje no Ministério Público, no Tribunal de Contas, saber por que ele se calou durante tanto tempo. Saber por que Sérgio Moro, que se diz tão amigo de Ratinho Júnior, hoje passou a atacar até mesmo o candidato do governador. Sérgio, o povo do Paraná quer saber quem realmente é você. Vem para o debate, discutir conosco, candidato”, provocou Requião Filho.
Sandro Alex disse que comparecer ao debate é uma demonstração de respeito com o eleitor. “Para ser governador do Paraná, um homem não pode ser covarde. E eu não sou covarde. Eu represento hoje a direita do Paraná. E, pra ser direita, tem que ter coragem, porque a gente representa princípios e valores inegociáveis. […] Eu gostaria que todos estivessem aqui, porque isso é respeito ao eleitor, respeito aos paranaenses. Só o fato de ele não estar presente já revela que ele não está preparado para comandar esse estado. O Paraná precisa de um gestor responsável”.








