A liberação definitiva da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, neste domingo (3), encerrou mais de seis décadas de operação do ferry boat que realizava a travessia da Baía de Guaratuba. A nova estrutura viária substitui o serviço que começou a funcionar na década de 1960 e que, por mais de 60 anos, foi o principal meio de ligação entre as duas margens da baía.
Mesmo com o fim da travessia, o contrato de concessão do serviço ainda permanece ativo por mais 90 dias, período destinado às etapas finais de encerramento operacional e desmobilização das estruturas de atracação. Segundo o governo estadual, as áreas utilizadas pelo sistema serão desativadas e preparadas para uma nova destinação.
A ponte, com 1.240 metros de extensão e investimento de aproximadamente R$ 400 milhões do Governo do Estado, passa a concentrar todo o fluxo de veículos que antes dependia das embarcações. O governo considera que a nova ligação elimina gargalos históricos de mobilidade na região e redefine a dinâmica de acesso ao litoral.
Com o encerramento das operações do ferry boat, o governo do Paraná anunciou que a área onde funcionavam os atracadouros será transformada em um complexo náutico. O projeto prevê a criação de um espaço voltado ao turismo, lazer e serviços, com marina, áreas de convivência, restaurantes e infraestrutura para eventos.
O futuro complexo deve ocupar cerca de 12 mil metros quadrados de área construída em um terreno superior a 30 mil metros quadrados. A previsão é de que as obras comecem em 2027, por meio de concessão à iniciativa privada, com investimento estimado em R$ 100 milhões e operação por até 30 anos.
O serviço de ferry boat, que chegou a operar com diferentes embarcações ao longo dos anos e foi essencial para o deslocamento entre Guaratuba, Matinhos e outras regiões do litoral, agora entra oficialmente para a história como parte do ciclo de infraestrutura substituído pela ponte.

