Jogadores Anônimos (J.A.), uma das iniciativas mais bem-sucedidas no mundo para apoiar pessoas que sofrem com compulsão por jogo e apostas de um modo geral, está criando um grupo em Campo Mourão, com início de funcionamento previsto para o final de novembro.
A iniciativa é de pessoas que estão lutando para se manter sem fazer apostas e consideram que a programação de J.A. poderá ajuda-las. Além de resolver seu próprio dilema, essas pessoas querem que outros que também sofrem com o vício em apostas possam frequentar o grupo e assim permanecerem sem jogar.
O grupo deverá funcionar em uma sala da antiga Aracampo, na Rua Carlos Behrens, 320, no Jardim Laura, onde já funcionam instituições como Amor Exigente e Narcóticos Anônimos (N.A.).
Os fundadores pretendem iniciar as atividades com uma reunião pública para apresentar a autoridades, profissionais da saúde, lideranças religiosas e outros interessados o que é a programação de Jogadores Anônimos e como ela ajuda pessoas com compulsão pelo jogo.
Saiba mais sobre Jogadores Anônimos
Jogadores Anônimos (JA) é uma irmandade mundial de ajuda mútua, gratuita e confidencial, formada por homens e mulheres que compartilham o problema da ludopatia, o vício ou compulsão por jogos e apostas.
O J.A. é inspirado no programa dos Alcoólicos Anônimos, baseado em 12 passos de recuperação moral e espiritual para vencer o vício, além das reuniões em que as pessoas conversam sobre suas relações com o jogo. Nesses grupos são encontradas pessoas viciadas em diferentes tipos de jogos, desde baralho, loterias, jogo do bicho e, principalmente, jogos eletrônicos, que nos últimos anos ficaram acessíveis a qualquer pessoa que tenha um computador ou um telefone celular.
Especialistas afirmam que a facilidade de acesso às plataformas de jogos pelo celular amplia a exposição de jovens a jogos. Dados do Fundo das Nações Unidas para a infância (Unicef) mostram que uma em cada cinco pessoas no mundo começa a apostar em jogos online até os 11 anos de idade. O número chega a 78% a partir de 12 anos. Os dados, de 2021, continuam atuais.
Pesquisa do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) mostrou que canais voltados ao público infantil exploram a falta de maturidade financeira de crianças e adolescentes para promover apostas ilegais.
Veja mais sobre J.A.
- Drama de Ulisses Brandão em “Quem Ama Cuida” mostra que o vício em jogo é pior do que parece
- Com um cassino em cada bolso, apostas online são a nova pandemia
- Gerente de banco suspeita de desviar R$ 2 milhões pode ter vício no ‘jogo do tigrinho’
- Jogadores Anônimos completa um ano ajudando apostadores compulsivos em Maringá e Londrina
