Ricardo Seidi Shigematsu, que confessou ter assassinado a filha Eduarda Shigematsu, de 11 anos, sete anos atrás em Rolândia, foi condenado a cumprir 23 anos, 6 meses e 22 dias de prisão. Ele foi julgado nesta quarta, 16, e quinta-feira no Fórum da Comarca de Maringá e condenado pelos sete jurados que participaram do júri.
A condenação foi por homicídio consumado, com qualificadoras de asfixia, dificultação da defesa da vítima e violência de gênero; ocultação de cadáver, com agravante de violência doméstica e falsidade ideológica.
Shigematsu foi condenado ainda ao pagamento de uma reparação mínima de danos morais no valor de R$ 90 mil à mãe da menina, Jéssica Pires.
Terezinha de Jesus Guinaia Shigematsu, mãe de Ricardo e avó da menina Eduarda, foi julgada por ocultação de cadáver, falsidade ideológica e por ter permitido que o pai, que rejeitava a filha, ficasse sozinho com Eduarda, foi absolvida.
O crime aconteceu em abril de 2019 em Rolândia, onde mora a família Shigematsu. Imagens de uma câmera de segurança resgatadas pelos investigadores da polícia mostram a menina chegando da escola pouco antes do meio dia de 24 de abril, mas não há imagem dela saindo.
O desaparecimento foi comunicado à polícia no dia seguinte e então foi iniciada uma operação para tentar localizar a garota.
O corpo foi encontrado no dia 28, após uma denúncia anônima feita à Polícia Militar. Estava enterrado em um imóvel da família. Eduarda estava com os pés e as mãos amarrados, uma corda no pescoço e a cabeça envolvida em um saco preto e uma toalha.








