A polícia do norte do Paraná, especialmente a da região de Londrina, está mobilizada para desvendar o furto de ossadas, entre elas sete crânios, do cemitério de Miraselva, cidade de menos de 2 mil habitantes, onde praticamente todos se conhecem e boa parte da população é de parentes.
O crime aconteceu na noite de quinta-feira, 2, e foi praticado por sete pessoas, que entraram pelos fundos do cemitério e algum tempo depois, já na madrugada da Sexta-Feira Santa, saíram pelo mesmo lugar carregando os ossos em sacos plásticos pretos, possivelente do tipo usado para descartar lixo.
Imagens de câmeras de segurança mostram os homens chegando à noite e depois saindo em direção a uma mata próxima.
Os profanadores violaram sete túmulos, destruindo as tampas, depois quebraram caixões e tiraram partes dos esqueletos.
Em um dos casos foi furtada a cabeça de um corpo sepultado há poucas semanas, o que significa que ainda não tinha ocorrido a decomposição completa.
A prefeitura de Miraselva não informou quem estava sepultado nos túmulos violados e o prefeito João Ferrer (União) diz que familiares de sepultados estão cobrando a identificação dos túmulos e providências para a captura dos profanadores e a recuperação do material furtado.

“Eles temem que os ossos dos mortos tenham sido levados para serem usados em algum ritual macabro”, diz o prefeito.
Ferrer diz ter esperança que as imagens captadas pelas câmeras de segurança ajudem a polícia a identificas as pessoas que desrespeitaram os mortos e os familiares de quem tem parentes sepultados em Miraselva.
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