Pelo menos 30 municípios da região de Maringá vão fazer parte do Vale da Seda e a Rota da Seda do Paraná, que estão sendo criados por meio de Projeto de Lei dos deputados Anibelli Neto (MDB) e Alexandre Curi (PSD). O projeto está na fase de redação final e em seguida será analisado pelas comissões da Casa antes de ser votado pelos deputados.
A proposta visa reconhecer oficialmente a relevância econômica e social da sericicultura, além de fortalecer o turismo e a sustentabilidade regional.
O Vale da Seda será formado por municípios localizados na Bacia do Pirapó, região que mais produz casulos do bicho da seda no Brasil. Além de Nova Esperança, campeão da produção de casulos, fazem parte do Vale da Seda os municípios de Ângulo, Apucarana, Arapongas, Astorga, Atalaia, Cambira, Colorado, Cruzeiro do Sul, Flórida, Guaraci, Iguaraçu, Itaguajé, Jaguapitã, Jandaia do Sul, Jardim Olinda, Lobato, Mandaguaçu, Marialva, Maringá, Munhoz de Melo, Nossa Senhora das Graças, Paranacity, Paranapoema, Presidente Castelo Branco, Rolândia, Sabáudia, Santa Fé e Uniflor.
Já a Rota da Seda será uma rota empreendedora, agroecológica e sustentável, integrando os municípios produtores com foco na valorização da seda como matéria-prima, promovendo seu uso na confecção de roupas e incentivando o turismo de compras.
Segundo a justificativa do projeto, a sericicultura é uma atividade agrícola que contribui significativamente para a agricultura familiar, proporcionando renda mensal durante nove meses por ano. O Paraná é responsável por cerca de 86% da produção nacional de seda, com destaque para Nova Esperança, que lidera a produção estadual e é reconhecida como a “capital nacional da seda”.
A atividade gera cerca de R$ 40 milhões ao Estado, com 1,4 mil toneladas produzidas por aproximadamente 1,3 mil agricultores, a maioria deles pequenos produtores rurais. A seda paranaense é exportada para países como França, Itália, Japão, Índia e China, sendo considerada de altíssima qualidade.
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O projeto também propõe que o Poder Executivo possa regulamentar a nova lei e conceder incentivos fiscais às atividades relacionadas ao setor, além de estabelecer uma identidade de procedência para os produtos de seda fabricados na região.
“Com essa iniciativa, queremos não apenas reconhecer oficialmente a importância dos produtores de seda, mas também fomentar o desenvolvimento sustentável e abrir novos caminhos para a geração de renda e fortalecimento da economia local”, afirmou o deputado Anibelli Neto, que também preside a Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Paraná.


