Beijing, 6 out (Xinhua) — “A China é provavelmente um dos países mais seguros do mundo, então nós podemos aprender com a China e perceber como é que podemos chegar a este nível. Mas tudo isso só é feito com um alto nível de informação, sensibilização e conscientização das comunidades”, disse Victor Filipe Sinai Nhatitima, presidente do Conselho de Administração (PCA) da Televisão de Moçambique (TVM).
A declaração foi feita em uma sessão intitulada “Diálogo e desenvolvimento colaborativo da mídia diante dos desafios globais de segurança”, realizada no dia 5 de novembro, durante a 7ª Cúpula Mundial da Mídia, em Beijing, capital da China.
Nos últimos anos, a China e Moçambique têm obtido resultados concretos na resposta a fatores de instabilidade social, como a escassez de alimentos e os fenômenos climáticos extremos. Nhatitima citou a fazenda de arroz Wanbao e o Projeto do Centro Cirúrgico Nacional de Moçambique como dois exemplos, que fortalecem, respectivamente, a segurança alimentar e a capacidade cirúrgica de Moçambique.
“O projeto Agrícola Wanbao é um dos projetos importantes para garantir segurança alimentar à população moçambicana através da produção de arroz de qualidade. E isso tem-se verificado”, destacou ele.
Segundo ele, as reportagens dos dois países já deram visibilidade a esses projetos de cooperação, mas ainda faltam informações detalhadas sobre o impacto e os resultados concretos desses projetos. “É preciso nós irmos à comunidade, perceber quantos agricultores o projeto está a beneficiar diretamente e saber quantas famílias estão envolvidas na produção de arroz”, enfatizou.
Luís Alves do Rosário Canhemba, diretor do Gabinete de Informação de Moçambique, apontou que o país ainda enfrenta desafios de segurança consideráveis. “Moçambique enfrenta muitos tipos de insegurança, incluindo segurança climática. Deve saber que o nosso país é daqueles que tem problemas de ciclone.”
“O papel dos órgãos de comunicação é educar, informar e orientar as populações sobre aquilo que devem ser as melhores práticas que devem adotar durante o período de transição desses fenômenos”, indicou Nhatitima.
Ele considerou a ampla disseminação de desinformação um desafio que interfere bastante no esclarecimento dos fatos. Nesse contexto, destacou o apoio da China ao processo de migração digital de Moçambique como uma ferramenta para enfrentar esse problema. “A televisão do Moçambique hoje é uma instituição totalmente digitalizada, por via de uma cooperação com o governo chinês”, admitiu ele.
Em abril deste ano, durante a visita estatal do presidente moçambicano Daniel Francisco Chapo à China, os dois países emitiram uma declaração, na qual a parte moçambicana manifestou admiração e reconhecimento pelos conceitos e iniciativas propostos pelo presidente chinês Xi Jinping, como a “Comunidade com Futuro Compartilhado para a Humanidade” e a “Iniciativa de Segurança Global”.
Olhando para o futuro, Nhatitima defendeu que o próximo passo de cooperação internacional é avançar no uso da inteligência artificial (IA).
“Já fizemos o caminho da digitalização. Na próxima etapa, importa-nos avançar no caminho da IA, para que a gente consiga saber como trabalhar com a IA para otimizar os nossos processos, seja um processo de produção, seja um processo de elaboração de notícias, seja qualquer tipo de outro processo que nós neste momento precisamos”, acrescentou. Fim

