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Câncer de tireóide é mais comum em mulheres e tem baixa mortalidade

Por Redação 2 O Maringá
26 de dezembro de 2025
Câncer de tireóide

Foto: gov.br

O câncer de tireoide é um câncer mais silencioso, já que não dá muitos sinais. Mas, mesmo assim, com alguns sintomas é possível identificá-lo.

O surgimento de nódulos na região do pescoço, sensação de aperto na área do colarinho, dificuldade de deglutir e rouquidão persistente podem indicar um problema oculto na tireoide, sendo este também a hipo ou hiperfunção da glândula: “São sinais que indicam que a gente tem que ser avaliado por um especialista para tentar chegar ao diagnóstico”, enfatiza Renata Lorencetti, médica cirurgiã de Cabeça e Pescoço do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

De ac0rdo com ela, “65% da população pode ter nódulos, 90% deles são benignos e cerca de 3% a 4% são malignos“, analisa a médica. Ela também comenta que essa alta porcentagem ocorre por conta da maior realização de exames de ultrassom, os quais são capazes de identificar esses inchaços.

Tratamento ouro

“O tratamento ouro desses tumores é a cirurgia. Em algumas situações, a gente precisa complementar com a radioiodoterapia”, pontua Renata. O câncer de tireóide tem uma mortalidade muito baixa e, desde que o tratamento seja bem feito e no tempo certo, ele é muito eficaz, conforme a médica.

A maioria dos tumores benignos não tem necessidade de cirurgia, apenas em casos muito específicos e, para isso, é preciso analisar cuidadosamente cada diagnóstico.

A radioterapia e a quimioterapia comuns não costumam ser usadas, já que não funcionam tão bem com esse tipo de câncer, porém, podem ser cogitadas em alguns casos. “A imunoterapia também não é uma escolha de tratamento de primeira linha, apenas para casos bem mais avançados”, completa Renata. Assim, esses métodos não substituem a cirurgia.

Considerações 

O câncer de tireoide é três vezes mais comum em mulheres de 22 a 55 anos. Mas todos devem estar atentos aos sintomas, sobretudo aqueles que fizeram radioterapia na infância, foram expostos à radiação, têm disfunção tireoidiana e histórico familiar de câncer de tireoide. O ultrassom deve ser feito somente com indicação médica, segundo o protocolo.

O repouso do pós-operatório da cirurgia é de sete a 10 dias e, quando precisa fazer a iodoterapia, ela é de dose única, o paciente fica internado de um a dois dias, e é usada para eliminar o resto de células tumorais. A pessoa deve tomar todos os dias um comprimido de hormônio tireoidiano e fazer o acompanhamento, pelo menos, duas vezes por ano.

Mais notícias: Jornal O Maringá

Fonte: JORNAL USP

 

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