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VideBula: Fibromialgia, uma síndrome crônica que vai além da dor

Por Redação 2 O Maringá
17 de dezembro de 2025

A variante Delta está alterando o cenário da pandemia no mundo. Mesmo nos países com altos índices de pessoas vacinadas, a quantia de infectados com a cepa que surgiu na Índia não para de aumentar.  Além de  ser mais transmissível, ela provoca sintomas diferentes daqueles causados pelo coronavírus e pelas outras mutações do vírus. O sujeito infectado tem dificuldades parecidas com a gripe.

VideBula – Episódio 6: Desmistificando a fibromialgia

🎵  ABERTURA: Sobe Som 🎵 

Pati: Oi, pessoal! Bem-vindos ao VideBula, seu podcast de saúde e aquele guia amigo pra te ajudar a entender assuntos que todo mundo deveria conhecer. Eu sou Patrícia Serrão.

Raíssa: E eu sou Raíssa Saraiva. No episódio de hoje vamos falar sobre a fibromialgia, uma condição crônica conhecida principalmente pela dor, mas que tem todo um leque de sintomas.

Pati: Quem vai nos explicar melhor sobre o tema é a neurologista Ana Luíza Araújo, do Hospital Israelita Albert Einstein.

🎵 SOM DE TRANSIÇÃO

Raíssa: Ana Luíza, explica pra gente o que é a fibromialgia.

Ana Luíza: Então, a fibromialgia é uma síndrome crônica. Quando a gente fala em síndrome, ela tem um conjunto de sintomas e de condições que juntas formam aquela doença; e crônica porque ela precisa permanecer por longo prazo. Então a síndrome crônica aqui, o fator principal é a dor. As pessoas sentem muita dor. Uma dor músculo-esquelética, quer dizer, uma dor muscular ou nas articulações e que afeta o corpo todo, uma dor difusa. E tem a ver com a alteração do processamento no sistema nervoso central. Então não é uma dor de características periféricas, ou seja, que vem dos nervos, mas sim do processamento que acontece lá dentro do cérebro.

Pati: E quais são os outros sintomas além da dor?

Ana Luíza: A pessoa tem muita dor, tem uma fadiga intensa, tem distúrbios de sono, tem também comprometimento cognitivo que pode vir caracterizado por alteração de memória, dificuldade de se concentrar, de pensamento. E frequentemente correlação com doenças psiquiátricas, com alterações de humor, principalmente depressão e ansiedade. Então, esse conjunto de sintomas é que caracteriza fibromialgia.

Raíssa: Com todos esses sintomas, parece difícil diagnosticar. Quais são os critérios que definem se a pessoa sofre de fibromialgia?

Ana Luíza: São critérios clínicos, a maioria deles subjetivos. Então, houve vários estudos para tentar definir um conjunto de critérios para nos ajudar a guiar o raciocínio clínico. 

Ele pontua a quantidade de dor generalizada, o número de áreas que o paciente tem dor. Então, a gente conta as regiões do corpo, são regiões de ombros, quadris, mandíbula e costelas. A gente vai contando ali aqueles pontos dolorosos nos últimos 7 dias, então esse número quando ele é maior ou igual a 7, juntamente com a gravidade dos outros sintomas associados que eu comentei.

A gente pontua também a gravidade desses sintomas associados e, somado a isso, a gente cria esse score para poder ter mais argumentos para dizer que é a fibromialgia. Além disso, com essa pontuação que a gente tem, esses sintomas todos juntos tem que estar presente em um nível ali semelhante, mais ou menos igual, por pelo menos três meses. 

Pati: E Ana Luíza, o que acontece no sistema nervoso que provoca essas dores generalizadas?

Ana Luíza: O principal se chama de sensibilização central, ou seja, é uma alteração da função. Há um aumento da excitabilidade dos neurônios, ou seja, os neurônios ficam mais ativados, os neurônios que tem a ver com as vias de dor. Então, a gente tem uma resposta maior a estímulo doloroso do que uma pessoa normal, que chama hiperalgesia, ou seja, um toque que poderia fazer um uma sensação normal numa pessoa sem fibromialgia, na pessoa que tem fibromialgia o sistema nervoso central age de maneira muito maior e essa pessoa com estímulo comum sente dor. E essa dor também pode ser desencadeada por outros estímulos que não teriam nenhuma condição de causar dor. Então essa resposta amplificada é essa sensibilização central que tem a ver com essa disfunção dos neurônios. Além disso, também é uma disfunção de neurotransmissores. Então aqueles que diminuiriam a dor são menor quantidade, e aqueles que aumentam a dor acabam ficando em maior quantidade dentro do nosso cérebro.

Raíssa: Qual é a especialidade que trata a fibromialgia?

Ana Luíza: Por ser uma doença de múltiplos fatores, a gente também pode considerá-la como multiprofissional. Então, qualquer médico clínico geral, médico de família, neurologista, ele pode fazer o diagnóstico. Mas geralmente o que está mais habituado por conta dos diagnósticos diferenciais das doenças que são mais parecidas é o reumatologista. 

Pati: A fibromialgia é uma doença considerada deficiência em muitos estados, mas tem gente que ainda diz que é frescura. Como combater esse estigma?

Ana Luíza: É, acho que a informação, né? Isso que vocês estão fazendo pra gente aqui, levar a informação ao público geral de que 

existem alterações na estrutura do cérebro, na função dos neurotransmissores, que são as substâncias que circulam dentro dos nossos neurônios. 

É uma doença que afeta milhões de pessoas no mundo inteiro, né? Então, a gente ter essa informação e as pessoas serem acolhidas em relação a terem realmente uma doença ajuda muito no controle dos sintomas e no seguimento dessa pessoa. Não tem cura a princípio, mas tem uma melhora importantíssima da qualidade de vida por meio do tratamento.

Raíssa: E quais são os tratamentos?

Ana Luíza: Primeiro envolve essa educação do paciente, explicar as causas, explicar o mecanismo de dor central, discutir com eles maneiras de controle comportamental, como higiene do sono, para melhorar a qualidade do sono; incentivá-los que façam atividade física, então atividade física aeróbica é muito bom; a terapia psicológica, sessão de terapia cognitivo-comportamental ajuda bastante. Então essas são medidas não farmacológicas, que não envolvem remédios e podem ser utilizados em primeira mão e para todos os pacientes. A gente pode ficar só nelas, se os sintomas forem leves, mas se realmente já tem um impacto na vida da pessoa, já tem outras doenças correlacionadas, aí sim, a gente precisa também iniciar algum medicamento. E aí os medicamentos vão ser direcionados de acordo com o sintoma, né? O médico vai precisar avaliar se a dor é o predominante, se a depressão é o predominante, se é a alteração de sono, para escolher a melhor estratégia.

Pati: No próximo episódio, a dra. Ana Luíza volta para falar da Síndrome da Fadiga Crônica,

Raíssa: Outra condição clínica muito desacreditada pelas pessoas em geral.

Pati: E que também eu e Raissa temos um amplo conhecimento.

🎵 SOM DE TRANSIÇÃO 

Pati: Esse foi mais um VideBula, podcast idealizado e apresentado por mim, Patrícia Serrão, e por Raíssa Saraiva.

Raíssa: A edição é de Bia Arcoverde. Na operação em Brasília ???. 

Pati: E no áudio e sonoplastia no Rio, Toni Godoy.

Raíssa: Queremos saber o que vocês estão achando do programa. Mandem seus recados para videbula@ebc.com.br. 

Pati: O VideBula é uma produção original da Radioagência Nacional, um serviço público de mídia da EBC, a Empresa Brasil de Comunicação. 

Raíssa: Você pode ouvir outros podcasts da Radioagência Nacional no site, nos tocadores de áudio e com interpretação em Libras no Youtube.

Pati: Gostou do episódio? Compartilhe com os amigos, publique nas redes e ajude a espalhar informação. 

Raíssa: Para mais informações, VideBula!

🎵 SOM DE ENCERRAMENTO

Crédito arquivo Nacional EBC

Leia Mais em: O Maringá

Tags: alémCrônicadorFibromialgiasíndromeumavaiVideBula

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