Ao longo de seu mandato, a deputada federal Carol Dartora (PT) empenhou cerca de R$ 176 milhões em emendas parlamentares voltadas a áreas estratégicas do Paraná. Um levantamento da Universidade Federal do Paraná (UFPR) revelou que ela é uma dos únicos dois parlamentares paranaenses que disputam a reeleição, ambos do Partido dos Trabalhadores, a recusar totalmente a modalidade de “emendas Pix”.
Enquanto parlamentares do estado destinaram R$ 947,6 milhões por meio dessas transferências especiais entre janeiro de 2023 e agosto de 2026, Dartora optou por caminhos baseados na transparência rigorosa.
Segundo a pesquisa da UFPR, publicada pelo Jornal Comunicação, o modelo “Pix” é alvo de constantes questionamentos por dificultar a fiscalização e abrir margem para o uso estratégico em bases eleitorais.
Para a deputada, a recusa é uma escolha política inegociável. “As pessoas têm o direito de saber onde o dinheiro público será aplicado, qual problema aquele recurso pretende resolver e como será feita a fiscalização. Eu não acredito em mandar dinheiro sem uma finalidade clara e depois deixar para descobrir o que aconteceu com ele. Mandato parlamentar tem que ter responsabilidade com cada real do orçamento público”, afirma Carol.
Recursos com endereço certo
Diferente das transferências sem rastreabilidade, os R$ 176 milhões empenhados pelo mandato de Carol Dartora foram direcionados com finalidades e destinatários definidos. Os investimentos contemplam áreas essenciais como saúde, educação superior, juventude, políticas para mulheres, população negra, comunidades quilombolas, povos indígenas, cultura e assistência social.
“Eu faço uma escolha muito clara: quero que o recurso público tenha endereço, finalidade e política pública por trás. É para atender pessoas e territórios que o orçamento precisa chegar”, resume.
Prestação de contas e diálogo com o Paraná
A postura de recusa ao Pix alinha-se diretamente à forma como a parlamentar conduz sua prestação de contas. Desde 2025, o projeto “Carol Tá na Área” percorre o estado para apresentar resultados, acompanhar investimentos de perto e dialogar com movimentos sociais, universidades, gestores e trabalhadores.
De acordo com Dartora, o debate orçamentário precisa superar a lógica da quantidade de recursos em benefício próprio e focar no impacto real na vida das pessoas. “Não é uma disputa para saber quem manda mais dinheiro. A pergunta é: para onde esse dinheiro está indo, com qual finalidade e quem vai fiscalizar? Dinheiro público é recurso da população e precisa voltar para a população na forma de políticas públicas.”, completou.








