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Escola Novo Amanhecer (Apae) de Santa Fé retoma sessões de equoterapia após um ano sem atendimentos

Por Maynara Guapo
24 de maio de 2021
Escola Novo Amanhecer (Apae) de Santa Fé retoma aulas de equoterapia após um ano sem atendimentos

Equipe da sessão de equoterapia- Foto: Maynara Guapo

A equoterapia é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar nos âmbitos de saúde, educação e equitação, com o objetivo de incentivar a evolução da mente e do corpo. Com isso, ela é capaz de auxiliar no tratamento de pessoas com deficiências ou necessidades especiais, como por exemplo, a síndrome de down, paralisia cerebral, esclerose múltipla, hiperatividade, autismo, ou dificuldades de concentração, doenças mentais, distúrbios psicológicos e comportamentais, distúrbios de aprendizado e linguagem.

Em Santa Fé, aproximadamente 50 km de Maringá, a Escola Novo Amanhecer (Apae) oferece sessões de equoterapia desde a década de 90, criada por meio do setor de fisioterapia. De acordo com a diretora Maria Izabel Collar, é um projeto antigo. “Faz o profissional estar mais próximo às alternativas de instrumentalizar o desenvolvimento do aluno na fisioterapia, na parte motora, cognitiva, emocional e comportamental”, diz.

Após um ano sem as sessões devido a pandemia do novo coronavírus, o programa de equoterapia da escola retornou gradativamente os atendimentos. Com nova estrutura, a pista recebeu uma cobertura, que foi realizada recentemente. Para o presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Sérgio Biato, ainda existem outras mudanças a serem feitas. “Nós temos um projeto pronto para fechar esse ambiente e melhorar ainda mais, fazendo baias para abrigar os animais, um local para que utilizem para montar a cavalo, assim, conseguiremos dar as melhores condições para que os profissionais possam executar seu trabalho de equoterapia.”

Funcionamento das sessões

Antes de iniciar as sessões de equoterapia é obrigatório ter um diagnóstico médico de um especialista em neurologia ou ortopedia, além do parecer fisioterapêutico e psicológico. Quando preciso, é solicitado também um fonoaudiólogo, ou seja, é feita uma avaliação interdisciplinar. ”Juntamos as avaliações e vemos o que precisa ser tratado com o aluno”, ressalta a fisioterapeuta Camila Mary Nakayama.

As sessões duram aproximadamente 30 minutos, uma ou duas vezes na semana, dependendo da necessidade de cada aluno. Além disso, é aconselhável utilizar roupas leves, como por exemplo, calças de ginástica, uso de sapato fechado e capacete. Para realizar as sessões, é preciso do animal e do mediador, isto é, quem vai conduzir a aula e um auxiliar lateral para cuidar caso haja desequilíbrio. O auxiliar guia é quem puxa o cavalo. Na Apae de Santa Fé existem dois cavalos para serem revezados.

Escola Novo Amanhecer (Apae) de Santa Fé retoma aulas de equoterapia após um ano sem atendimentos
Sessão de equoterapia sendo realizada na Apae- Foto: Maynara Guapo

Conforme o professor de educação física da Apae, Luiz Venâncio Gregório, com os estímulos que o cavalo proporciona na vida do indivíduo praticante, de forma indireta, com o término de uma sessão de equoterapia é possível adquirir 21.600 ajustes tônicos. “É um ganho significante na vida do aluno”, afirma.

Glória Reis é zeladora e mãe de Eduardo Reis da Silva, 23, que faz as sessões de equoterapia há dois anos. Segundo a zeladora, com as sessões o filho melhorou a fala e a coordenação motora. “Tem sido muito bom para ele. Eu sempre o acompanho.”

Camila Nakayama é a fisioterapeuta que conduz as sessões de Eduardo. De acordo com ela, no caso dele as sessões foram indicadas por causa da escoliose e postura inadequada. “Durante as sessões ele mantém uma postura adequada. O equilíbrio dele também melhorou. Ele teve melhora na marcha, tônus muscular e a interação com as outras pessoas.”

 

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