Atração tradicional da Semana Literária Sesc, a contação de histórias sempre envolve o público, principalmente nas infâncias. Na tarde desta quinta-feira, 13 agosto, o Sesc Maringá recebeu em seu teatro o espetáculo “Histórias para criar coragem”, da Cia Contacausos, de Chapecó (SC).
Trata-se de uma proposta que reúne contos escolhidos para tocar adultos e crianças. É uma celebração da vida vivida em palavra, feita sopro e presença; um exercício de narração ancorado na força dos contos e na pequena cápsula de sabedoria que cada história carrega.
A Cia Conta Causos compartilha experiências, sabedoria popular e dá voz à cultura oral e à dramaturgia no Brasil. O conhecimento, o povo, o humor, o medo, o fantástico, o imaginário, o encantamento e a paixão pela literatura oral brasileira é o que move a cia.
À reportagem, a contadora de histórias Josiane Geroldi, que conduziu o público formado principalmente por crianças, alunos do meio escolar, recorda que “Histórias para criar coragem” surgiu na época da pandemia de Covid-19, num período em que as pessoas precisavam de coragens. A princípio, era uma série de lives e vídeos publicados na internet. “Agora, coloquei num modo presencial, contando um pouco daquelas histórias que eu contei naquele período”, explicando que já tem um tempo de estrada.

Já na 45ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro, são oito apresentações passando pelas cidades de Maringá, Paranavaí, Umuarama e Ivaiporã. Já na 45ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro, são oito apresentações passando pelas cidades de Maringá, Paranavaí, Umuarama e Ivaiporã. Aliás, é a primeira vez de Geroldi, que tem mais de 20 anos de ofício, na Cidade Canção.
A contadora explica que a escolha das histórias desse espetáculo é feita de acordo com o público, que é muito variado. “Às vezes, tem criança muito pequenininha. Às vezes, tem plateia somente de adultos. É um espetáculo que me dá possibilidade de costurar e escolher o repertório”.
Nesse contexto, o narrador de histórias no Brasil trabalha com a “resiliência da palavra”, diz Geroldi, citando a frase dita por Warley Goulart, de Os Tapetes Contadores de Histórias. “Eu achei que contempla bem o que é o nosso trabalho como narradores de histórias, nesse mundo tão tecnológico, com essa enxurrada de imagens prontas, de informação na mão. E a gente aqui, na resistência da palavra, das histórias da tradição oral, do povo”.

Nossa Maloca
Em Chapecó (SC), fica um espaço que é a sede do grupo, o instituto cultural Nossa Maloca. É um ponto de cultura rural, onde são desenvolvidos projetos que fomentam a oralidade, as tradições populares, a cultura popular.










