A China apresentou novas medidas para ampliar e melhorar o consumo de bens de consumo, estabelecendo como meta elevar as vendas totais no varejo para aproximadamente 60 trilhões de yuans, cerca de US$ 8,85 trilhões, até 2030.
As diretrizes foram divulgadas conjuntamente por sete departamentos governamentais, incluindo o Ministério do Comércio e a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma.
O plano prevê também o desenvolvimento de mercados avaliados em cerca de 10 trilhões de yuans em segmentos relacionados ao consumo verde, inteligente e voltado à saúde até 2030.
Categorias que já movimentam trilhões de yuans, como automóveis, eletrodomésticos, equipamentos de comunicação, produtos têxteis e vestuário, deverão continuar crescendo e mantendo a China entre os maiores mercados consumidores do mundo.
A estratégia está organizada em quatro frentes principais: ampliar o consumo de bens duráveis, elevar a qualidade dos produtos utilizados no cotidiano, apoiar o consumo de produtos especializados e estimular a procura por mercadorias de maior valor agregado.
Entre as medidas previstas estão a expansão do consumo de automóveis ao longo de toda a cadeia industrial, o incentivo à adoção de tecnologias para casas inteligentes e o estímulo à compra de produtos destinados a idosos e crianças.
O governo também pretende acelerar o consumo de produtos considerados verdes, inteligentes e relacionados à saúde.
A diretriz prevê ainda investimentos para melhorar as estruturas destinadas ao consumo tanto nas cidades quanto nas áreas rurais, além do aperfeiçoamento dos padrões de qualidade dos produtos.
O fortalecimento das marcas nacionais, a ampliação do apoio fiscal e financeiro e a manutenção da ordem no mercado também fazem parte da estratégia.
As novas medidas complementam o primeiro plano quinquenal da China dedicado especificamente à expansão do consumo, lançado em julho. A iniciativa busca aproveitar melhor o potencial do amplo mercado consumidor chinês, melhorar a estrutura da demanda interna e elevar o padrão de vida da população.
Como parte das ações previstas para este ano, o governo planeja destinar 250 bilhões de yuans em títulos especiais do Tesouro de longo prazo para programas de substituição e renovação de bens de consumo.
Também está prevista a criação de um fundo especial de coordenação fiscal e financeira de 100 bilhões de yuans, destinado a apoiar medidas de expansão da demanda doméstica.
Os programas de troca de bens de consumo já apresentaram resultados expressivos. No primeiro semestre, as iniciativas movimentaram aproximadamente 1,1 trilhão de yuans em vendas e beneficiaram consumidores em cerca de 150 milhões de ocasiões.
No mesmo período, foram negociados 3,71 milhões de automóveis e 63,27 milhões de eletrodomésticos, enquanto as compras de produtos digitais e inteligentes chegaram a 79,1 milhões de unidades, segundo dados do Ministério do Comércio.
Nos primeiros sete meses do ano, as vendas totais de bens de consumo na China alcançaram 28,77 trilhões de yuans, registrando crescimento anual de 1,2%.



