IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
    • Mercado
    • Benefícios
    • Cartões
    • Investimentos
    • Contas Digitais
    • Cripto
  • Região
  • Esportes
  • Finanças
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

Brincadeira levada a sério

Por Bruno Toso
2 de fevereiro de 2021

 

“Eu não vou levar meu filho no psicólogo só para brincar” ou “hoje ele não fez mais nada na sessão além de brincar com a psicóloga” são frases que nós, profissionais de psicologia, sempre ouvimos de pessoas que não conhecem nosso ofício quando acreditam que não estamos ouvindo. Seja pela ignorância de não saber o que realizamos na clínica, seja por uma tentativa de menosprezar ou diminuir nossa prática a apenas um “passatempo”, a maioria das pessoas desconhece a importância da brincadeira dentro da análise de crianças e adultos. Me dedicarei, neste espaço, a explicar um pouco mais sobre o brincar, um dos métodos que utilizamos em nosso dia-a-dia. Para tanto, utilizarei como base a teoria de Winnicott (1975) que foi citado no artigo “O brincar e a experiência analítica” (FRANCO, 2003) da revista Ágora. Para o autor, só ocorre sessão de psicoterapia mediante o aparecimento concomitante de duas faces do brincar: a do paciente e a do analista. Nos casos de impossibilidade de brincar, por parte do paciente, é dever do analista auxiliá-lo a alcançar a situação do que brinca, e, caso a impossibilidade seja por parte do analista, este não serve para ser analista. Desse modo, é correto afirmar que a tarefa do analista é interpretar a fantasia da brincadeira, fantasia esta que se oculta dentro do próprio ato de brincar. É válido destacar que o brincar, para Winnicott, não se limita apenas às crianças, estendendo-se também aos adultos. A teoria winnicottiana se baseia na ideia de um campo intermediário, transicional, entre a experiência psíquica e subjetiva de cada sujeito e a realidade externa compartilhada socialmente, ou seja, a transicionalidade é o encontro do mundo interno com o socialmente construído. Na infância, ela está relacionada com a capacidade do bebê em perceber e aceitar a realidade externa, o não-eu. Já nos adultos esta área se expressa na cultura como um todo, desde arte até religião, sendo também o campo que abrange a loucura. Seja na criança, seja no adulto, a atividade ilusória não some completamente. Ocorre na brincadeira uma sensação prazerosa de controle, na qual a conexão entre a subjetividade emergente e os objetos externos geram tal satisfação. O brincar então facilita a comunicação consigo e com quem está ao redor. É saudável e esperado dentro da sessão de análise, que é considerada a manifestação aprimorada e contemporânea da brincadeira. A sessão, por sua vez, ocorre em espaço e temporalidade próprios, que se assemelham com o espaço e a temporalidade da relação mãe-bebê. Brincar propicia ao paciente, ademais, experiências de integração e desintegração. Outro aspecto do brincar deve ser levado em consideração: a precariedade da brincadeira deve ser percebida e interpretada pelo analista, entretanto, uma interpretação inconveniente e fora de hora pode acabar gerando submissão do paciente. Em suma, segundo o autor, brincar é essencial porque temos aí a manifestação da criatividade e que só se manifesta em um espaço propriamente criativo. No espaço potencial (aquele que está entre os objetos psíquicos internos e aqueles que são da realidade externa, socialmente aceitos) o paciente, criança ou adulto, pode mobilizar recursos disponíveis em sua personalidade, isto é, o eu, concomitante, é construído e conhecido. A brincadeira é tomada como um ambiente que proporciona uma comunicação profunda, mas indireta, entre analista e paciente. “É no brincar e talvez apenas no brincar que a criança e o adulto experimentam liberdade suficiente para criar e criar-se” (FRANCO, 2003).

IMPRESSO

Outros Posts

Fibromialgia ainda enfrenta preconceito e demora no diagnóstico
Saúde

Fibromialgia ainda enfrenta preconceito e demora no diagnóstico, alerta reumatologista

12 de maio de 2026
No Hospital Universitário de Maringá o Maio Furta-Cor pretende Promover ações de conscientização em saúde mental materna baseadas em evidências científicas
Saúde

Maio Furta-Cor no Hospital Universitário foca na saúde mental materna

7 de maio de 2026
Dor na mandíbula pode comprometer seriamente a qualidade de vida das mulheres
Saúde

Além do estresse: por que a dor na mandíbula afeta cinco vezes mais as mulheres?

28 de abril de 2026
caravana saúde na estrada
Saúde

Hipertensão atinge cada vez mais jovens e exige atenção a hábitos de vida, alerta Dia Nacional de Prevenção

27 de abril de 2026
CIAtox do Hospital Universitário registra quase 200 ataques de aranhas
Saúde

CIATox do Hospital Universitário registra quase 200 casos de ataques de aranhas em 2025

8 de abril de 2026
Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná
Saúde

Ultrassom morfológico passa a ser ofertado a 100% das gestantes atendidas no Paraná

7 de abril de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Economia
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Mercado
  • Cartões
  • Cripto
  • Investimentos
  • Contas Digitais
  • Finanças
  • Benefícios
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.