IMPRESSO
Maringá
  • HomeM
  • Maringá
  • Economia
  • Região
  • Esportes
  • Geral
  • Colunas
  • Publicações Legais
Maringá
No Result
View All Result

Doação de órgãos e tecidos: ato de amor já salvou mais de 140 crianças no Paraná em 2023

Por Pamela Maria
27 de setembro de 2023
Créditios /Foto: Kathleen Varela /Hospital Pequeno Príncipe

Créditios /Foto: Kathleen Varela /Hospital Pequeno Príncipe

Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 40 mil pessoas esperam por um transplante no Brasil. Desses, mais de 560 são crianças e adolescentes de até 17 anos. No Dia Nacional de Doação de Órgãos e Tecidos, lembrado em 27 de setembro, o Hospital Pequeno Príncipe, maior exclusivamente pediátrico do país, ressalta sobre a importância desse ato de amor que já transformou a vida de 147 crianças e adolescentes em 2023 na instituição.
Uma das histórias transformadas pela doação foi a do pequeno Heitor Manoel Novais Oliveira, de 2 anos, que realizou um transplante de fígado aos 6 meses, por conta de uma cirrose. A doadora foi a mãe do menino, Mylena Oliveira Alves. De acordo com ela, se aguardassem um doador falecido, ele não resistiria. “Chegamos ao Pequeno Príncipe em estado bem grave e com várias complicações. A cor da pele dele já estava verde. Quando soube que podia ser a doadora, foi uma felicidade, um momento emocionante para mim”, lembra.
Natural de Brasília, Mylena percebeu que o filho não estava bem quando tinha 3 meses. “A barriga do Heitor inchou e ele começou a ficar ofegante. O xixi era tão forte e amarelo que chegava até a manchar o lençol”, recorda. A decisão de levar o pequeno ao médico foi concretizada quando a urina ficou com a coloração preta. Mãe e filho foram às pressas para um hospital de Brasília e encaminhados ao Pequeno Príncipe.
Quando soube que Heitor precisaria de uma doação de órgãos, Mylena logo se prontificou para ser a doadora. Fez todos os exames e, para a alegria da mãe, ambos eram compatíveis.
A importância da doação

Os doadores falecidos pediátricos são muito infrequentes. Por isso, existe a angústia da espera por um doador compatível. Do momento em que é identificada a morte cerebral até a efetivação da doação, é preciso mobilizar equipes rapidamente e ter aprovação da família.
“Neste momento, você depende de uma decisão ágil de alguém que está passando por um momento extremamente difícil, que é a morte de um ente querido. Isso tem que ser respeitado, inclusive entendendo as recusas”, destaca o médico responsável pelo Serviço de Transplante Hepático do Hospital, José Sampaio Neto.
No caso de doadores vivos, que envolve um receptor pediátrico, o cenário é diferente. “Retirar parte do fígado ou um dos rins, por exemplo, é extremamente complicado. Muitas vezes, o doador é um dos pais ou responsáveis por aquela criança ou adolescente, algumas vezes essa pessoa tem outros filhos e também é o provedor financeiro da família. Esse doador precisa ficar um tempo afastado do trabalho, para se recuperar do procedimento, e isso compromete a renda familiar durante aquele tempo”, explica o médico.
Doadores vivos são pessoas saudáveis que doam parte do órgão para um paciente compatível. Para o cirurgião, sempre é um desafio ético submeter uma pessoa saudável a um procedimento complexo como um transplante, mas o benefício ao receptor é inestimável, como foi no caso do pequeno Heitor.
Como ser um doador?

Um doador pode salvar até oito vidas, segundo o Ministério da Saúde. No Brasil, a doação de órgãos só pode ser realizada após autorização familiar. No entanto, um dos principais motivos de impedimento é a recusa da família. Por isso, é importante que ainda em vida seja manifestado o desejo de ser um doador aos familiares de primeiro ou segundo grau (pais, filhos, irmãos, avós e cônjuges).
“Por mais que a doação comece em um momento de sofrimento, ela também é um término de sofrimento para quem aguarda por um órgão. Isso pode ser uma pontinha de alívio para as famílias que passam por uma perda tão dolorida”, finaliza o cirurgião José Sampaio Neto.
Referência

Há 34 anos, o Pequeno Príncipe realiza transplante de órgãos (coração, fígado e rim) e tecidos pediátricos. Em 2022, foram realizados 219 procedimentos. Ao todo, foram 37 de órgãos sólidos (coração, rim e fígado), 47 de válvula cardíaca e mais 135 transplantes de tecido ósseo. Neste ano, até agosto, o Pequeno Príncipe já realizou 147 procedimentos, consolidando a organização como um dos centros de referência para esse tipo de procedimento no país.

 

Sobre o Hospital Pequeno Príncipe

Com sede em Curitiba (PR), o Pequeno Príncipe, maior hospital exclusivamente pediátrico do Brasil, é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que oferece assistência hospitalar há mais de 100 anos para crianças e adolescentes de todo o país. Disponibiliza desde consultas até tratamentos complexos, como cirurgias cardíacas, ortopédicas e hemodiálise. Atende em 35 especialidades, com equipes multiprofissionais, e realiza 60% dos atendimentos via Sistema Único de Saúde (SUS). Conta com 361 leitos, 68 de UTI, e em 2022, realizou cerca de 250 mil atendimentos, 275 transplantes e 18 mil cirurgias que beneficiaram pacientes do Brasil inteiro.

 

 

Fonte: Comunicação HPP

Tags: DestaqueDoação de órgãosDoação de órgãos e tecidosHospital Pequeno Príncipe

IMPRESSO

Outros Posts

Imagem aérea de Maringá em 2025 (Foto: Roberto Dziura Jr/AEN)
Economia

Maringá participa de 4,15% do PIB do Estado, aponta IDS

21 de outubro de 2026
Maringá aparece em 17º no ranking, com alta de 4,35% na frota (Crédito: Arquivo/Cristiano Martinez)
Economia

Somadas, as frotas de veículos em Maringá, Sarandi e Umuarama ganharam 24.486 veículos em 2026

21 de outubro de 2026
Varejo alimentar cresce 3,3% e novo comportamento do consumidor exige mais inteligência de dados
Geral

Varejo alimentar cresce 3,3% e consumidor exige mais inteligência de dados

21 de outubro de 2026
Em 12 meses, a cebola teve alta de 150,18% na Cidade Canção, conforme os dados do Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR — Alimentos e Bebidas) - Crédito: Ilustrativa/Magnific
Economia

Altas da cebola, batata e tomate em 12 meses pesam no bolso do maringaense

21 de outubro de 2026
Secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda (Crédito: Reprodução)
Geral

Ministério da Saúde lança carreta de saúde bucal em Maringá

21 de outubro de 2026
Crédito: Ilustrativa/Magnific
Economia

Alta do tomate de 55,82% pressiona inflação em Maringá em setembro

8 de outubro de 2026
  • Impresso
  • Fale Conosco
  • Política de Privacidade
  • Publicações Legais
  • Quem Somos

Editora Dia a Dia – O Maringá

CNPJ: 31.722.654/0001-52
ENDEREÇO: Estácio de Sá, 1251,
Zona 2 CEP: 87005-120
(44) 3305-5461

© 2026 O Maringá - O Jornal a serviço de Maringá e região.

No Result
View All Result
  • Home
  • Maringá
  • Colunas
  • Jornal Impresso
  • Saúde
  • Região
  • Outros
    • Publicações Legais
    • Fale Conosco
    • Quem Somos

© 2026 O Maringá - Todos Os Direitos Reservados.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a utilizar este website está a dar consentimento à utilização de cookies. Visite nossa Política de Privacidade e Cookies.