A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou em Guarapuava, no Centro-Sul do Estado, um treinamento técnico voltado à prevenção e ao controle de doenças como a raiva e as encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs). A capacitação reuniu servidores da defesa agropecuária ao longo de uma semana e combinou atividades teóricas e práticas.
O curso foi desenvolvido em parceria com o Sindicato Rural do município e a Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), com o objetivo de aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo. A iniciativa busca fortalecer a sanidade animal e garantir mais segurança na cadeia produtiva agropecuária do Paraná.
Durante a programação, os participantes tiveram contato com conteúdos técnicos e práticas operacionais, incluindo orientações sobre coleta de amostras do sistema nervoso central, uso de equipamentos de proteção individual e manejo de sistemas oficiais de vigilância sanitária. Também foram abordadas doenças de alto impacto econômico e sanitário, como a raiva dos herbívoros e a encefalopatia espongiforme bovina.
Um dos destaques foi a atividade prática de captura de morcegos hematófagos em abrigos cadastrados, considerada fundamental para o monitoramento da raiva. Além disso, houve treinamentos laboratoriais realizados no campus Cedeteg da Unicentro, reforçando a integração entre teoria e prática.
Segundo a equipe técnica da Adapar, a qualificação contínua dos servidores é essencial para garantir respostas rápidas diante de suspeitas de doenças e manter a eficiência dos programas sanitários no Estado. Os profissionais treinados retornam às suas unidades com procedimentos padronizados e atualização técnica.
As capacitações fazem parte de uma estratégia permanente da Adapar para fortalecer a defesa agropecuária no Paraná, especialmente em regiões com maior risco epidemiológico. Nos últimos anos, o órgão também intensificou ações de conscientização e ampliou medidas preventivas, como a vacinação obrigatória contra a raiva em municípios considerados de maior vulnerabilidade.






