Os gastos fiscais da China cresceram 2,6% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao ano anterior, totalizando 7,47 trilhões de yuans (cerca de US$ 1,09 trilhão), segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira. O ritmo de execução orçamentária foi o mais rápido para o período em cinco anos.
De acordo com o Ministério das Finanças, os gastos do governo central aumentaram 4,9%, enquanto os dos governos locais subiram 2,3%. No total, as despesas do período representaram 24,9% do orçamento anual.
A emissão de títulos públicos também avançou. No primeiro trimestre, a emissão de títulos do Tesouro ultrapassou 3,6 trilhões de yuans, alta de quase 10% em relação ao ano anterior. Já os títulos especiais dos governos locais somaram 1,16 trilhão de yuans, crescimento de 20,8%.
Especialistas citados pelo relatório afirmam que o ritmo mais acelerado de gastos reflete uma postura fiscal mais ativa, com impacto positivo sobre expectativas econômicas e confiança do mercado.
Os investimentos em áreas sociais tiveram destaque. Os gastos com seguridade social e emprego cresceram 9%, atingindo 1,48 trilhão de yuans, enquanto os gastos com saúde subiram 12,1%, para 655,4 bilhões de yuans. Já a educação ultrapassou a marca de 1 trilhão de yuans no período.
Autoridades locais também ampliaram investimentos em programas sociais e de infraestrutura, com destaque para projetos em Sichuan, Beijing e na região de Xizang.
No lado da receita, a arrecadação fiscal cresceu 2,4%, totalizando 6,16 trilhões de yuans. A receita tributária aumentou 2,2%, enquanto a não tributária avançou 2,9%, indicando uma recuperação moderada da atividade econômica no período.







