O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, afirmou que países que defendem a paz devem manter atenção e resistir a movimentos que classificou como ligados ao “neomilitarismo” do Japão.
As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa em resposta a discussões sobre a política de segurança japonesa e falas atribuídas à primeira-ministra Sanae Takaichi, envolvendo a preparação para possíveis cenários de conflito prolongado.
Lin afirmou que recentes mudanças na postura de defesa do Japão indicariam, segundo a visão chinesa, uma tendência de fortalecimento militar e afastamento de uma orientação exclusivamente defensiva adotada no pós-guerra.
O porta-voz também mencionou documentos históricos do período pós-Segunda Guerra Mundial, como a Declaração do Cairo e a Proclamação de Potsdam, além da Constituição japonesa, como bases jurídicas que, na interpretação chinesa, limitariam o rearmamento do país.
Ele criticou o que descreveu como uma mudança gradual na postura de segurança japonesa, afirmando que isso poderia representar riscos à estabilidade regional, especialmente no Leste Asiático.
Lin ainda destacou o 80º aniversário do início dos Julgamentos de Tóquio como um marco histórico e defendeu que a comunidade internacional permaneça vigilante quanto a qualquer tentativa de reinterpretação do passado militar do Japão.
Pequim reiterou sua posição de que a preservação da paz regional exige cautela diante de movimentos que possam, na avaliação chinesa, alterar o equilíbrio de segurança no pós-guerra.





