A China está intensificando as medidas para facilitar a circulação de recursos destinados à inovação e fortalecer os sistemas regionais de ciência e tecnologia, com participação conjunta de governos, empresas, universidades e instituições de pesquisa.
O tema foi discutido durante a mais recente edição da Mesa Redonda Econômica da China, programa de debates promovido pela Agência de Notícias Xinhua.
O país estabeleceu como uma das prioridades do 15º Plano Quinquenal, de 2026 a 2030, o aprimoramento dos sistemas regionais de inovação. A proposta busca aproveitar as características e vantagens de cada região e acelerar a transformação de pesquisas desenvolvidas em laboratórios em produtos e aplicações comerciais.
Entre os principais polos de inovação científica e tecnológica estão Beijing, na região Beijing-Tianjin-Hebei; Shanghai, no Delta do Rio Yangtzé; e a Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau.
A circulação de talentos, capital e tecnologias é considerada um dos principais pontos da estratégia chinesa para integrar esses ecossistemas e melhorar a utilização dos recursos disponíveis.
Em Beijing, autoridades vêm adotando medidas para facilitar a distribuição desses recursos. Entre as iniciativas está a criação de um grupo de liderança voltado à integração entre educação, ciência e tecnologia e formação de talentos.
A capital chinesa também colocou em prática programas com duração de três anos destinados a acelerar a transformação de resultados científicos e tecnológicos em aplicações comerciais.
Em Shanghai, uma iniciativa específica foi criada para apoiar empresas de tecnologia. O programa busca aproximar companhias de tecnologia inteligente de diferentes cenários de aplicação, facilitando a transformação de soluções tecnológicas em produtos e serviços e estimulando o desenvolvimento de toda a cadeia de valor.
Na Grande Área da Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, os esforços estão concentrados na redução das barreiras que dificultam a circulação de recursos de inovação entre diferentes localidades.
A região também desenvolve plataformas destinadas a concentrar recursos científicos e tecnológicos e estimular uma divisão de funções entre seus principais centros.
Nesse modelo, Hong Kong contribui principalmente com pesquisa científica, Guangdong desempenha um papel importante na comercialização e os mercados internacionais ampliam as possibilidades de aplicação das tecnologias desenvolvidas.
A estratégia busca, dessa forma, conectar conhecimento, capital, talentos, tecnologia e mercados, criando condições para que diferentes regiões chinesas aproveitem suas vantagens específicas e acelerem a inovação e a industrialização de resultados científicos.



