Beijing, 8 out (Xinhua) — Os gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) da China ultrapassaram 3,92 trilhões de yuans (US$ 584,8 bilhões) em 2025, o que representa 2,8% do PIB anual e ultrapassa, pela primeira vez, a média dos 38 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), informou recentemente o ministro da Ciência e Tecnologia, Yin Hejun, citado pelo jornal China Daily.
Em uma coletiva de imprensa do Departamento de Comunicação do Conselho de Estado, Yin destacou que a China ocupa atualmente o nono lugar mundial em capacidade de inovação integral. O país está acelerando sua transição de participante e colaborador globais em ciência e tecnologia para pioneiro e líder, e está entre as nações com a capacidade de inovação que cresce mais rapidamente, disse ele.
Nos últimos cinco anos, a inovação científica e tecnológica da China atingiu um novo patamar, dando passos firmes rumo à sua transformação em uma potência mundial em ciência e tecnologia e proporcionando um apoio sólido ao desenvolvimento de alta qualidade e à melhoria das condições de vida da população, destacou o ministro.
Yin lembrou que os pedidos de patentes internacionais da China e o número de artigos publicados em revistas internacionais de alto nível têm ocupado o primeiro lugar mundial por vários anos consecutivos.
Além disso, foram alcançadas importantes conquistas originais, com novos avanços na pesquisa sobre chips e modelos de código aberto em grande escala que lideram mundialmente. Os setores emergentes, como veículos movidos a fontes de nova energia e a robótica, estão em pleno crescimento, acrescentou o ministro.
Medicamentos inovadores e novas variedades de culturas se destacam entre as conquistas científicas e tecnológicas que beneficiam a população, mencionou o ministro.
Olhando para o futuro, ele disse que a China aprimorará o planejamento estratégico, prospectivo e sistemático da pesquisa básica, buscará a inovação original “de 0 a 1” e se aventurará em territórios inexplorados.
Para lidar com as tecnologias-chave, a China promoverá avanços em toda a cadeia industrial de circuitos integrados, máquinas-ferramentas industriais e instrumentos de ponta, ao mesmo tempo que reforçará a pesquisa em inteligência artificial, tecnologia quântica, biotecnologia e interfaces cérebro-computador, afirmou Yin.
A esse respeito, ele acrescentou que as empresas desempenharão um papel mais destacado na inovação tecnológica e industrial, e que mais recursos serão destinados a elas para a inovação.
Com o objetivo de aprimorar o sistema nacional de inovação, o país otimizará a distribuição das forças científicas e tecnológicas estratégicas nacionais, promoverá a inovação coordenada, impulsionará o desenvolvimento integrado da educação, da ciência, da tecnologia e dos talentos, ao mesmo tempo que melhorará o ecossistema de pesquisa, ressaltou o ministro.
Quanto ao desenvolvimento integrado da educação, da ciência, da tecnologia e dos talentos, Yin disse que a cada ano mais de 60% dos alunos de pós-graduação frequentam os cursos nas áreas de ciências, engenharia, agricultura e medicina.
“A China construiu o maior sistema educacional do mundo, conta com a gama mais completa de recursos de talentos e possui a maior equipe de P&D do mundo”, destacou.
Long Teng, vice-ministro da Ciência e Tecnologia, destacou que a pesquisa básica é a fonte de todo o sistema científico e a chave para enfrentar os desafios tecnológicos.
Long afirmou que o ministério se concentrará em reforçar a orientação estratégica e original da pesquisa básica, apoiar os jovens talentos científicos e tecnológicos mais destacados, melhorar a estrutura diversificada de investimentos e fortalecer o sistema de apoio e garantia para a pesquisa básica.
Qiu Yong, outro vice-ministro da pasta, destacou que a China mantém uma política de tolerância zero em relação à conduta acadêmica imprópria, com uma campanha especial voltada para a retirada de artigos que envolvam má conduta acadêmica e para o combate à compra e venda de artigos.
O ministério liderou uma campanha especial para a retirada de artigos associados a casos de má conduta acadêmica, incentivou os departamentos competentes a estabelecer mecanismos periódicos de verificação e gestão desses artigos dentro de seus sistemas e consolidou ainda mais a principal responsabilidade das instituições de pesquisa, disse Qiu.

