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Estudantes visitam Caminhão da SOS Mata Atlântica que passa a terça-feira em Maringá
Estudantes das escolas municipais abriram a visitação ao caminhão do projeto “A Mata Atlântica é aqui – exposição itinerante do cidadão atuante”, da Fundação SOS Mata Atlântica, que estará no Centro de Convivência Comunitária Renato Celidônio, ao lado da Prefeitura até as 16 horas desta terça-feira (29). A visitação ao caminhão é aberto a todos os interessados, e mostra o principal bioma do Brasil e a importância de sua preservação.
A presença do Caminhão da SOS Mata Atlântica na cidade marca o lançamento do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, nesta quarta-feira, 9 horas, no Auditório Hélio Moreira. Maringá será o segundo município do Brasil a implantar um plano.
O caminhão, com uma equipe de biólogos e educadores ambientais apresenta, através de atividades lúdicas e gratuitas, como e por que a população deve conservar o bioma. O objetivo é disseminar informações sobre a importância da Mata Atlântica e a influência dela na vida das pessoas, estimulando a criação de novos agentes multiplicadores em defesa da causa ambiental.
O projeto mostra o relacionamento que as pessoas têm com o meio ambiente, incentivando a adoção de pequenas ações que fazem toda a diferença. O tema água é o destaque, já que ela está presente no dia a dia de todos nós, e está totalmente ligada a preservação das florestas.
O piso da exposição representa um rio, e todas as atividades do projeto são desenvolvidas em seu curso. Ao final a visita desce por um escorregador, que representa uma cachoeira, e assim “segue” o curso da água e vai para sua casa levando todo o conhecimento que adquiriu no caminhão.
A exposição conta com o patrocínio de Bradesco Cartões, Natura e Volkswagen Caminhões e Ônibus, e apoio local da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Maringá. Escolas e grupos interessados podem realizar visitas monitoradas. O caminhão conta com uma estrutura própria para receber deficientes físicos.
Plano Municipal
O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica será apresentado em Audiência Pública na quarta-feira (30), trazendo a Maringá o diretor de mobilização da Fundação SOS Mata Atlântica, Mário César Mantovani; a secretária de Meio Ambiente de João Pessoa, Lígia Tavares; e o deputado Luiz Eduardo Cheida, presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Paraná; entre outras autoridades e ambientalistas.
O Plano, que estabelece as diretrizes para a conservação, recuperação e manejo da Mata Atlântica no município, foi elaborado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica, com colaboração do Conselho Municipal de Meio Ambiente (Condema). Produzido com base na Lei Federal nº 11.428/06, o Plano visa realizar diagnóstico, classificação e mapeamento das áreas verdes do município, indicando os trechos prioritários para conservação, recuperação ambiental e aquelas destinadas a urbanização sustentável. O trabalho visa também a criação de novas unidades de conservação.
Entra no estudo ainda a conservação, preservação e recuperação dos corpos hídricos do município, com prioridade para as áreas de mananciais de abastecimento público. Na zona urbana, o Plano inclui a revisão do Projeto de Arborização, assegurando a conservação das árvores existentes e a revitalização do verde das áreas públicas.
As etapas de execução do Plano começam com os diagnósticos ambientais das áreas verdes do município, mapeamento dos remanescentes e classificação de acordo com sua relevância biológica. O trabalho inclui ainda a preservação das áreas de reserva legal à margem esquerda da Bacia do Rio Pirapó, que abastece Maringá.
A Mata Atlântica está entre os ecossistemas mais ricos da biodiversidade, abrigando mais de 60% de todas as espécies terrestres do planeta. Esse importante bioma está entre os mais ameaçados não apenas no Brasil, como também em outros países. A exploração de recursos eliminou a maioria dos ecossistemas naturais, restando menos de 8% da extensão original de floresta, distribuído em dezenas de milhares de pequenos fragmentos.
A Lei da Mata Atlântica – 11.428/06, aprovada em dezembro de 2006 depois de 14 anos tramitando no Congresso Nacional, deverá garantir a conservação da vegetação nativa remanescente através de critérios de utilização e proteção, considerando a vegetação primária e os estágios secundário inicial, médio e avançado na regeneração.
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Fonte: Prefeitura de Maringá – Arquivo
Jornal O Maringá