O Instituto Inhotim, localizado em Brumadinho (MG), inicia a programação especial de seu 20º aniversário com uma série de novas exposições e reativações de obras ao longo do segundo semestre de 2026. O museu, considerado o maior espaço de arte a céu aberto da América Latina, prepara três grandes novidades que marcam a data comemorativa.
A primeira exposição será aberta em setembro e terá caráter retrospectivo, revisitando momentos importantes da trajetória do instituto desde sua criação. Em outubro, a programação inclui o retorno da instalação The Murder of Crows, além da incorporação de uma nova obra à Galeria Cildo Meireles, ampliando o conjunto já existente no espaço.
Também está prevista a renovação arquitetônica da galeria dedicada ao artista, que passará a abrigar a obra Missão/Missões (Como construir catedrais). O espaço já reúne trabalhos como Desvio para o vermelho, Glove Trotter e Através, consolidando-se como um dos principais núcleos do acervo.
As comemorações começaram ainda em abril com a abertura de três obras de artistas brasileiros contemporâneos, reforçando o compromisso do instituto com a diversidade artística e a experimentação.
Segundo a direção do Inhotim, o foco neste momento é revisitar e fortalecer o acervo já existente, em vez de expandir fisicamente novas estruturas. O parque ocupa cerca de 140 hectares e abriga mais de 800 obras de aproximadamente 50 artistas de mais de 18 países, além de um extenso jardim botânico com mais de mil espécies.
A instituição também destaca sua origem ligada à integração entre arte, educação e meio ambiente. Criado a partir da iniciativa do empresário mineiro Bernardo Paz, o Inhotim consolidou ao longo das últimas duas décadas uma proposta que une preservação ambiental e produção artística contemporânea.
Com as novas exposições e reinterpretações de obras já consagradas, o museu reforça sua posição como um dos principais centros culturais do país e segue apostando na experiência imersiva que combina paisagem natural e arte contemporânea.







