O advogado Rodrigo Gawlinski, suspeito de matar a facadas o seu cliente Nelson de Souza Pedro na noite de terça-feira, 19, em um apartamento da Rua Tietê, próximo à bifurcação com a Rua Mandaguari, na região da Universidade Estadual de Maringá (UEM), já é velho conhecido da polícia. Só em Maringá, onde mora atualmente, ele já foi preso ou detido pelo menos quatro vezes.
Até esta quarta-feira Gawlinki continuava internado com custódia. A Polícia Civil deve pedir a mudança de prisão em flagrante para preventiva.
A subseção da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB Maringá, está acompanhando os desdobramentos do caso por envolver um advogado.
O crime aconteceu em um prédio que fica a cerca de 60 metros de uma casa em que um estudante foi morto a facadas por um portador de esquizofrenia que morava na mesma república de estudantes, e a 80 metros onde uma casa que servia de boca de fumo foi incendiada com várias pessoas no interior, matando quatro pessoas, entre elas uma mulher grávida.
Segundo foi apresentado pela polícia, o advogado Rodrigo Gawlinski, de 32 anos, gaúcuo formado em Porto Alegre, defendia Nelson Pedro, de 48, em um processo envolvendo violência doméstica. Por advogado e cliente serem usuários de drogas, houve uma aproximação entre eles, de modo que Gawlinki se tornou frequentador do apartamento em que Nelson vivia com a mulher e uma filha para consumir drogas e bebidas alcoólicas.
Na noite de terça-feira, os dois estavam em um cômodo do apartamento usando drogas, possivelmente cocaína, crack, maconha e ritalina – quando começaram a discutir em voz alta, Gawlinski apanhou uma faca e começou a desferir golpes no cliente.
A mulher e a filha de Nelson, que estavam em outro cômodo, correram para o local e viram o advogado esfaqueando o cliente. Elas entraram na briga, com uma acertando um golpe com uma panela na cabeça do advogado, deixando-o desmaiado.
A Polícia Militar e o Samu foram acionados e ao chegarem ao aparamento encontram o advogado caído sobre o cliente esfaqueado, ambos com sinais de vida, mas quando policiais e socorristas se aproximaram, o advogado recobrou os sentidos e reagiu com agressividade, tendo os policiais que usarem a força para contê-lo.

Em seguida, o advogado começou a ter convulsões, precisando ser intubado no local para ser transportado até um hospital, onde permaneceu sob custódia. O cliente morreu no local e foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).
O corpo de Nelson de Souza Pedro está sendo velado na Capela Prever de Mandaguari e será sepultado nesta quinta-feira, 21, às 13h30, no Cemitério Municipal de Mandaguari.
OAB acompanha o caso
Em nota assinada pelo presidente da subseção de Maringá, Pedro Henrique de Souza, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou que uma comissão foi criada para acompanhar o caso envolvendo o advogado Rodrigo Gawlinski.
A instituição manifestou pesar pela morte do cliente Nelson de Souza Pedro e se solidarizou com familiares.
O acompanhamento de todos os atos oficiais relacionados ao caso é para assegurar a observância das garantias legais e constitucionais aplicáveis, bem como o respeito às prerrogativas profissionais, sem prejuízo da necessária e rigorosa apuração dos fatos e da adoção de todas as providências cabíveis pelas autoridades competentes.








