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DZO desenvolve pesquisas com a produção de abelhas rainhas

Por Redação O Maringá
4 de abril de 2021
PRODUÇÃO. O grupo de operárias que toma conta das crias e do alimento não recebe, ou recebe pouco cheiro da rainha. FOTO-ASC/UEM

PRODUÇÃO. O grupo de operárias que toma conta das crias e do alimento não recebe, ou recebe pouco cheiro da rainha. FOTO-ASC/UEM

A Universidade Estadual de Maringá (UEM), por meio de alunos da graduação e da pós-graduação em produção animal, do Departamento de Zootecnia (DZO), produz e fornece abelhas rainhas a apicultores do Paraná. A produção destas abelhas é desenvolvida na Fazenda Experimental de Iguatemi.Estudos realizados em colônias receptoras dessas abelhas rainhas mostraram um aumento de até 600% na produção. “Uma colônia que produzia de 10 a 15 quilos de mel passou a produzir até 60 quilos”, explica o chefe do Departamento de Zootecnia da UEM e professor titular de Apicultura, Vagner de Alencar Arnaut de Toledo. Arnaut de Toledo explica que na colônia tudo funciona a base de cheiros. Ou seja, tudo vai bem quando o cheiro da rainha está sendo disperso por toda a colônia.No processo de produção, as caixas com as colônias são sobrepostas e entre elas é colocado uma tela onde somente as operárias, por serem menores, conseguem passar. O grupo de operárias que toma conta das crias e do alimento não recebe, ou recebe pouco cheiro da rainha. Aquele grupo percebe que precisa criar mais abelhas rainhas e coloca mais geleia real em algumas larvas. Estas desenvolverão o aparelho reprodutor e assim se tornam rainhas.

PRODUÇÃO. O grupo de operárias que toma conta das crias e do alimento não recebe, ou recebe pouco cheiro da rainha. FOTO-ASC/UEM

Neste processo os alunos colocam quadros com algumas cúpulas contendo larvas destinadas à produção de abelhas rainhas, o que dá origem às realeiras. Posteriormente são transferidas para estufas, separadas em recipientes para não nascerem sem proteção, pois se ficarem nas colmeias a primeira abelha rainha que nasce destrói e mata as demais na realeira.Desta forma, durante as pesquisas, surgem diversas rainhas que são posteriormente destinadas a apicultores das cidades de Alto Paraná, Ângulo, Cambé, Maringá, Londrina, Prudentópolis, Teodoro Sampaio, União da Vitória e Uniflor.De apicultor a empresárioCarlos Alberto Domingues é zootecnista formado pela UEM em 1987. Para ele, o fato do Paraná ser o maior produtor de mel do país, se dá pela vasta diversidade de plantas melíferas encontradas no Estado e pelas abelhas europeias (apis mellifera) serem extremamente produtivas e prolíferas, além de adaptarem-se com facilidade a diferentes ambientes. Além do mais, elas convertem o alimento rapidamente em cria, aumentando a população e liberando vários enxames reprodutivos.Domingues começou no ramo como apicultor. “Durante o curso de Zootecnia assisti uma palestra sobre apicultura e acabei me apaixonando pelas abelhas, mas hoje me dedico exclusivamente às empresas, a matriz em Maringá, e filiais no Maranhão, Piauí, Ceará e Santa Catarina”.Proprietário de uma fábrica exportadora de mel, inaugurada no ano de 1994, o empresário recebe matéria-prima de cerca de 3 mil apicultores de 14 estados brasileiros.A empresa envasa cerca de 10 mil toneladas do produto por ano, colocando o Paraná no ranking de estado que mais exporta mel no Brasil. Dessas, 87% são exportadas para pelo menos 10 países, sendo que só os Estados Unidos importam 80%.Ainda segundo Domingues, o potencial de exportação de mel do Brasil é muito grande, pois é considerado um dos melhores do mundo pelo fato de não conter resíduos contaminantes. “O Brasil é o maior produtor de mel orgânico do mundo, e isso faz toda diferença”.

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