Beijing, 10 out (Xinhua) — O Ministério das Finanças da China anunciou nesta sexta-feira que implementará de forma vigorosa e eficaz uma política fiscal mais proativa, reforçará os ajustes anticíclicos e apresentará medidas adicionais em tempo oportuno em resposta aos desenvolvimentos macroeconômicos.
Em um relatório sobre a implementação da política fiscal da China no primeiro semestre de 2026, o ministério disse que fará pleno uso das medidas políticas existentes, ao planejar e implementar novas medidas práticas e eficazes conforme necessário, com foco na expansão da demanda interna, na melhoria da oferta e na garantia dos meios de subsistência da população.
O ministério observou que acelerará a alocação e o uso de recursos fiscais, otimizará a estrutura das despesas públicas e aprimorará a eficiência dos gastos. A pasta também se comprometeu a agilizar a emissão e o uso de títulos públicos para apoiar a implementação de projetos.
Serão emitidos títulos do Tesouro especiais para injetar capital em oito instituições financeiras centrais, fortalecendo sua resiliência aos riscos e sua capacidade de atender à economia real, de acordo com o relatório.
A China se comprometeu a continuar implementando uma política fiscal mais proativa em 2026, com a relação déficit/PIB fixada em cerca de 4% e o déficit governamental total em 5,89 trilhões de yuans (US$ 875 bilhões), informou o relatório de trabalho do governo deste ano. Notavelmente, estima-se que as despesas no orçamento público geral atinjam 30 trilhões de yuans pela primeira vez.
O produto interno bruto (PIB) da China, por sua vez, cresceu 4,7% em termos anuais no primeiro semestre de 2026, revelou o Departamento Nacional de Estatísticas.
Nesse mesmo período, as despesas do orçamento público geral da China aumentaram 1,5% ano a ano, para 14,33 trilhões de yuans, com os gastos com saúde e com segurança social e emprego crescendo 10,8% e 7,6%, respectivamente, conforme dados oficiais.
Até o final de junho, o governo central repassou 9,4 trilhões de yuans em transferências aos governos locais, representando 90,3% do orçamento anual. As autoridades também mobilizaram 125 bilhões de yuans em subsídios para programas de substituição de bens de consumo, ajudando a gerar quase 1,1 trilhão de yuans em vendas.
O apoio da política fiscal também foi intensificado por meio de uma coordenação mais estreita com medidas financeiras destinadas a estimular o investimento e o consumo.
Este ano, o governo central destinou 100 bilhões de yuans a um pacote de seis ferramentas coordenadas de política fiscal e financeira com o objetivo de impulsionar a demanda interna. Nos primeiros sete meses, essas medidas apoiaram mais de 20 trilhões de yuans em créditos recém-concedidos a setores pertinentes, uma alta anual de 4,5%, mostraram os dados publicados pelo Ministério das Finanças.
Quatro medidas voltadas para o investimento deram suporte a aproximadamente 1,51 trilhão de yuans em investimentos privados, enquanto duas medidas concentradas no consumo impulsionaram cerca de 1,88 trilhão de yuans no consumo das famílias durante o mesmo período.
Autoridades também ampliaram os subsídios de juros para empréstimos ao consumo pessoal e empréstimos a micro, pequenas e médias empresas e empresas do setor de serviços, enquanto introduziram uma nova política de subsídio de juros hipotecários para compradores de primeira moradia qualificados.
A política de hipotecas, que entrou em vigor em 1º de outubro com um período de implementação provisória de um ano, oferece um subsídio de juros anualizado de 1 ponto percentual sobre empréstimos hipotecários comerciais elegíveis para a aquisição de primeira casa, com o período de subsídio se estendendo por até cinco anos. Essa medida visa reduzir os custos de financiamento para compradores de imóveis elegíveis e apoiar a demanda por moradia.
Olhando para o futuro, o ministério afirmou que também apoiará esforços para expandir a demanda interna em todas as frentes, promover a inovação tecnológica e industrial, salvaguardar e melhorar o bem-estar da população, prevenir e neutralizar riscos em áreas-chave e aprofundar as reformas na gestão fiscal. Fim

