Preso desde quarta-feira, 15, depois de disparar um tiro dentro de hospital de Umuarama, acertar de raspão a cabeça de uma paciente, dar mais dois tiros ao fugir para a rua e ainda tentar roubar um carro estacionado próximo ao hospital, o médico residente Gabriel Damasceno Camargo, de 27 anos, poderá ser internado em uma instituição psiquiátrica caso sua defesa consiga substituir a prisão preventiva por internação.
As advogadas Jaqueline Vilela e Bruna Scremin já entraram na Justiça com o pedido de substituição da preventiva por internação alegando que o cliente tem diagnóstico de bipolaridade e deve ter feito os disparos durante um surto psicótico, tanto que diz não ter lembrança do que aconteceu no hospital. As advogadas defendem que ele precisa de tratamento urgente.
“A defesa não pede liberdade para que Gabriel vá para casa, mas sim que o Estado resguarde também sua saúde”, diz a doutora Scremin. A estratégia nesse momento não é evitar a responsabilização penal, mas garantir que ele seja encaminhado a um ambiente adequado, disse à advogada em entrevista ao portal O Bem Dito, de Umuarama.
A defesa apresentou laudos médicos, prontuários psiquiátricos e até declaração de vaga em uma clínica em Cascavel.
A Polícia Civil de Umuarma continua investigando o incidente de quarta-feira no sentido de descobrir qual a motivação para o médico residente disparar um tiro em um ambulatório onde estava com o médico preceptor e uma paciente, bem como para descobrir a origem da arma portada no momento, um revólver calibre 32 carregado e mais 17 cartuchos intactos.
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