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Barracão de reciclagem é interditado em Paiçandu por armazenar de embalagens de defensivos agrícolas

Por Redação O Maringá
9 de fevereiro de 2026
barracão de reciclagem de Paiçandu é interditado por ter embalagens de defensivos agrícolas misturas dom recicláveis

Pelo menos 10 mil embalagens de defensivos agrícolas foram encontradas pelos fiscais Foto: Adapar

Durante a inspeção, foram encontrados mais de 10 mil recipientes guardados em condições inadequadas

 

Em uma operação conjunta de fiscalização, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Paiçandu, com apoio da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e da Polícia Ambiental, interditou um barracão de reciclagem utilizado de forma irregular para armazenar embalagens de agrotóxicos. Já a Associação dos Distribuidores de Insumos e Tecnologia Agropecuária (Adita) ficou responsável pela destinação ambientalmente correta do material.

Durante a inspeção, foram encontrados mais de 10 mil recipientes guardados em condições inadequadas. A situação acendeu o alerta para riscos à saúde pública, ao meio ambiente e à segurança da população, diante da possibilidade de contaminação do solo e de recursos hídricos, além do contato indevido de trabalhadores com resíduos potencialmente perigosos.

A logística reversa das embalagens de defensivos agrícolas é obrigação do produtor rural, que deve devolvê-las exclusivamente nos locais indicados na nota fiscal no momento da compra. “Nesse caso de Paiçandu, tanto a empresa responsável pelo barracão quanto o agricultor vinculado às embalagens podem sofrer multas elevadas”, alertou o chefe da Divisão de Controle de Agrotóxicos da Adapar, Leandro Dadalt. “O valor pode ultrapassar R$ 1 milhão.”

Segundo ele, o agricultor tem prazo de até um ano após a compra para devolver as embalagens, seguindo todas as normas ambientais, como a tríplice lavagem, o armazenamento adequado e a correta separação do material. Dadalt também destacou que há registros de embalagens reutilizadas por quadrilhas para falsificação de produtos. “Nenhuma empresa licenciada para o recebimento de embalagens vazias de agrotóxicos realiza a coleta diretamente nas propriedades rurais”, reforçou.

barracão de recicláveis de Paiçandu é interditado por armazenar embalagens de defensivos agrícolas
Com o flagrante, as embalagens serão destinadas à Adita para terem a destinação correta Foto: Adapar

 

As embalagens possuem códigos que permitem identificar os responsáveis, o que facilita a rastreabilidade e a aplicação de sanções, quando necessário.

 

Adita é referência nacional

A Adita é uma das entidades credenciadas pelo Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (inpEV) para receber esse tipo de material. No caso de Paiçandu, a associação participou da ação prestando apoio técnico e auxiliando na destinação ambientalmente adequada das embalagens apreendidas, conforme prevê a legislação.

Para o diretor executivo da ADITA, Waldir José Baccarin, o trabalho integrado reforça a responsabilidade compartilhada entre o poder público e o setor produtivo. “Garantir o destino correto das embalagens é cumprir a lei e, acima de tudo, proteger a sociedade e o meio ambiente”, afirmou. “Somente em 2025 nossa associação destinou cerca de 2 mil toneladas de embalagens no Paraná e Santa Catarina”.

Com o objetivo de aprimorar o processo de devolução, a entidade implantou o Recebimento Itinerante Integrado (RIA), sistema em que caminhões se deslocam até cooperativas e revendas agropecuárias para recolher as embalagens, mediante agendamento prévio. “Facilitamos o acesso dos produtores e asseguramos que o transporte ocorra dentro de rigorosos padrões de controle”, finalizou Baccarin.

 

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Tags: barracão de recicláveis interditadoDestaqueembalagens de defensivos agrícolas

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