Com divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) nesta terça-feira, 31 março, pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o mercado em Maringá segue de maneira positiva em 2026. Conforme consulta da reportagem, o município fechou o 1º bimestre do ano com saldo de 2.004 novas vagas com carteira assinada.
Esse número final no 1º bimestre é decorrente de 20.020 contratações e 18.016 desligamentos. O estoque mensal é de 170.770 e a variação de 1,19%.
Todos os setores pesquisados pelo Caged estão em alta no período janeiro/fevereiro. Quase empatados, serviços e construção são os motores da geração de empregos no ano. Juntos, somam 1.285 postos; isso representa 64,12% do desempenho maringaense no período. Separadamente, serviços gerou 644 novas vagas e construção, 641.
Em seguida, aparece a indústria, com 427 novos postos. Fechando a lista, o comércio, +284; e a agropecuária, +8.
Não é de hoje que a área de serviços costuma liderar a geração de empregos na Cidade Canção. É a parte da economia que gera valor através de atividades intangíveis, oferecendo serviços ao consumidor final ou a outras empresas em vez de produtos físicos. Das 2.729 criadas no ano passado, por exemplo, 1.586 eram originadas de serviços. Já a indústria contribuiu com 566.
Fevereiro
Analisando somente fevereiro de 2026, mês mais recente do Caged, Maringá tem saldo de 871 empregos formais. Esse número resulta de 10.109 admissões e 9.238 demissões, uma variação de 0,51%.
Com os setores no azul, destaque para serviços, que gerou sozinho 312 postos de trabalho com carteira assinada. Depois, vem o comércio, +246; seguido da construção, +165, e da indústria, +133. Fechando, a agropecuária, com 15 novas vagas.
Brasil
Segundo o Caged, o Brasil registrou a geração de 255.321 empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026. O resultado é decorrente de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos no período.
Todos os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no mês, com destaque para o setor de Serviços, responsável pela geração de 177.953 vagas. Também tiveram desempenho positivo a Indústria (+32.027), a Construção (+31.099), a Agropecuária (+8.123) e o Comércio (+6.127).
O setor de Serviços foi o principal responsável pelo resultado positivo em fevereiro, com destaque para as áreas de educação (+49.013), atividades administrativas e serviços complementares (+37.972), transporte e armazenagem (+17.886) e alojamento e alimentação (+16.920).
Na Indústria, a criação de vagas foi impulsionada por segmentos como abate e fabricação de produtos de carne, processamento industrial do fumo e fabricação de calçados. Já na Construção, os maiores avanços ocorreram em obras de edifícios e infraestrutura.
Salário médio
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, com queda de 2,3% em relação a janeiro. Na comparação com fevereiro de 2025, no entanto, houve aumento de 2,75%, indicando ganho real ao longo do ano.








