As exportações realizadas por meio das estruturas alfandegárias de Foz do Iguaçu e Guaíra registraram crescimento expressivo desde 2018, chegando a aumentos de até 21% na movimentação de cargas. Os dados reforçam a importância do Oeste do Paraná como corredor logístico estratégico para o comércio exterior brasileiro.
Em Foz do Iguaçu, a alfândega contabilizou a passagem de cerca de 2 milhões de toneladas de mercadorias no ano passado, o que representa um avanço de 21,2% em comparação com 2018, quando o volume era de 1,66 milhão de toneladas. Já em Guaíra, a movimentação chegou a 128,5 mil toneladas em 2025, um crescimento de 15,8% em relação ao registrado em 2018.
As duas estruturas têm papel relevante não apenas para o escoamento da produção paranaense, mas também para cargas oriundas de outros estados, como São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. A maior parte das exportações segue para o Paraguai, principal parceiro comercial da região fronteiriça.
Entre os produtos mais movimentados em Foz do Iguaçu estão fertilizantes, cimento e materiais de construção, enquanto em Guaíra predominam itens como placas para revestimento, cebolas e derivados agrícolas. A proximidade com o país vizinho facilita o fluxo constante de mercadorias e fortalece a integração econômica na tríplice fronteira.
De acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o desempenho positivo das alfândegas reflete a eficiência da logística estadual e o impacto direto da infraestrutura de transporte no comércio exterior. O crescimento também está associado à melhoria da malha rodoviária e à maior organização dos fluxos de carga.
O Porto de Paranaguá segue como principal porta de saída das exportações do estado, com mais de 42 milhões de toneladas embarcadas em 2025. Ainda assim, as estruturas terrestres do Oeste ganham relevância crescente no escoamento de mercadorias.
Em Foz do Iguaçu, a expectativa é de ampliação da capacidade operacional com a construção de um novo porto seco, que deve dobrar o volume de cargas processadas e reduzir o tráfego de caminhões na área urbana. O projeto prevê áreas de armazenagem, pátios para caminhões e estruturas especializadas para cargas refrigeradas.
A expansão reforça o papel do Foz do Iguaçu e do Guaíra como pontos estratégicos do comércio exterior na região de fronteira, consolidando o crescimento logístico e econômico do Paraná nos últimos anos.



