O professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e artista plástico Tadeu dos Santos Kaingang assume neste sábado, 25, a presidência da Associação Indigenista de Maringá, a Assindi, instituição que faz acolhimento de povos da cultura Kaingang. Esta é a primeira vez em seus 26 anos que a entidade voltada para os povos originários será dirigida por um indígena.
Também integra a nova diretoria a assistente social Silvana Borges, da Universidade Estadual de Maringá (UEM).
Segundo Tadeu, a gestão para o triênio 2026-2029 passa a ser conduzida por indígenas Kaingang e Guarani, em conjunto com não indígenas, marcando um momento importante de renovação, protagonismo indígena e fortalecimento institucional.
A solenidade começa às 9h30 na sede da Assindi, na Avenida Colombo, saída para Mandaguaçu, com a prestação de conta do exercício 2025 e apresentação do relatório da gestão 2023-2026.
A nova gestão conta com o apoio da Comissão Universidade para os Indígenas (Cuia), órgão que desempenha um papel crucial no acolhimento e na permanência de estudantes indígenas na universidade. Juntas, Assíndi, UEM e CUIA pretendem transformar a associação em um polo de extensão universitária e inovação social.
A presença da UEM na nova fase da Assindi será técnica e científica. O vice-presidente eleito, Joaquim Carneiro Cipriano, é acadêmico de Agronomia da instituição e simboliza a nova geração de profissionais indígenas que buscam aplicar o conhecimento acadêmico em prol de seus territórios.
Tadeu Kaingang planeja buscar as incubadoras tecnológicas da UEM para viabilizar projetos práticos de geração de renda, como o beneficiamento de mel e a produção de itens de higiene. “A universidade precisa fazer o caminho inverso: não apenas o indígena ir até ela, mas ela chegar até a Assindi com modelos que funcionem na prática, respeitando a nossa cultura material”, afirma Tadeu.
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