Em junho, o Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR-Alimentos e Bebidas) do estado do Paraná registrou a segunda queda consecutiva, com variação de -0,51%.
Esse resultado é consequência de retrações observadas em todas as localidades em que a pesquisa é realizada. Em Ponta Grossa, o IPR caiu 0,89%, acompanhado pelas quedas de 0,73% em Cascavel, de 0,51% em Maringá, de 0,41% em Foz do Iguaçu, de 0,28% em Londrina e de 0,24% em Curitiba.
No caso maringaense, três itens foram os principais responsáveis pela baixa: batata-inglesa -11,32%; feijão carioca, -10,44%; e feijão preto, -8,34%.
O IPR é composto por 35 produtos, dos quais 18 apresentaram queda no Estado. Os destaques com queda foram a laranja-pera (-13,52%), o ovo de galinha (-9,36%) e o feijão carioca (-8,70%). Por outro lado, registraram-se reajustes de 13,17% em tomate, de 3,43% em maionese e de 1,54% em macarrão.
“Dentre os fatores que contribuíram para a diminuição nos preços, destacam-se a expansão das colheitas de laranja-pera e do feijão e o aumento da produção de ovos, ampliando a oferta desses produtos aos consumidores. Em contrapartida, a baixa produtividade e o atraso na maturação do fruto foram preponderantes para o aumento do tomate”, diz o Ipardes.
A laranja foi o item com maior queda em quatro dos seis municípios pesquisados, registrando variações de -18,32% em Curitiba, de -13,71% em Cascavel, de -12,16% em Londrina e de -11,30% em Foz do Iguaçu. Em Ponta Grossa, essa posição coube a banana-caturra, com queda de 20,71%; e em Maringá, o destaque foi a batata-inglesa, com retração de -11,32%.
Por outro lado, a alta do tomate ganhou evidência em todos os municípios, com acréscimos de 27,61% em Curitiba, de 15,11% em Ponta Grossa, de 14,27% em Foz do Iguaçu, de 14,11% em Cascavel, de 5,71% em Londrina e de 3,78% em Maringá, que teve altas também com maionese (4,98%) e café (4,54%).
12 MESES
Com alta de 78,77%, café continua liderando a inflação acumulada em Maringá nos últimos 12 meses, conforme dados do IPR.
De julho/2024 a junho/2025, a alta de preços na Cidade Canção atingiu a marca de 6%; no ano de 2025, é de 4,51%; e, em junho, queda de 0,51%.
Além do café, outros dois itens concentram as altas em 12 meses: patinho, com 27,22%; e costela bovina, 26,40%.
É um cenário semelhante no Estado. Dentre os produtos pesquisados, destacam-se as altas acumuladas em café, 83,05%, costela bovina, 26,24% e contrafilé, 24,32%. Um dos fatores para o aumento do café nesse período foram as quebras de safras que, consequentemente, reduziram sua disponibilidade.
Regionalmente, a elevação do preço do café foi de 88,40% em Londrina, de 86,96% em Curitiba, de 83,36% em Foz do Iguaçu, de 81,90% em Cascavel, de 79,14% em Ponta Grossa e de 78,77% em Maringá.
Do outro lado, resultados positivos na produção favoreceram as quedas acumuladas em produtos como a batata-inglesa, -46,40%, a cebola, -41,27% e o feijão carioca, -24,24%. Já a batata-inglesa registrou, nesse período, variações de -51,68% em Maringá, de -48,89% em Curitiba, de -48,30% em Londrina, de -46,44% em Cascavel, de -46,33 em Ponta Grossa e de -35,37% em Foz do Iguaçu.
Ainda na Cidade Canção, cebola e feijão preto também tiveram quedas expressivas: -40,71% e -21,86%, respectivamente.


