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Policiais penais de Maringá vivenciam Justiça Restaurativa com ênfase no autocuidado

Por Luiz de Carvalho
15 de maio de 2024
policiais penais vivenciam Justiça Restaurativa com ênfase no autocuidado

Parte da equipe da CPIM que vivenciou a Justiça Restaurativa com foco no autocuidado Foto: Deppen

Assessoria do Deppen

Uma iniciativa envolvendo a Polícia Penal do Paraná (PPPR), através de sua regional administrativa em Maringá, a Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) e a 1ª Vara Criminal da Comarca, de titularidade do juiz Dr. Cláudio Camargo dos Santos, proporcionou no decorrer da última semana uma vivência sobre Justiça Restaurativa, com ênfase no autocuidado e aplicação no dia a dia de trabalho a 42 servidores da CPIM.

 

De acordo com Santos, em Maringá, uma lei de 2018 instituiu a Justiça Restaurativa como política pública para trabalhar como viés de política de paz. “O que é notícia é a violência, mas o que se faz para a pacificação social e a resolução de conflitos, isso não é notícia. As pessoas ficam olhando apenas o lado ruim”, afirma o juiz. Ele destacou que na 1ª Vara Criminal há um trabalho de prevenção à prática de delitos desde 2016, por meio do trabalho exercido pela Associação Maringaense de Práticas Restaurativas e Inclusão Social (Amparo).

 

Nesse viés de pacificação social, a sociedade é convidada a participar: representantes de colégios particulares, escolas públicas, tanto estadual como municipal, sociedade civil organizada, Guarda Municipal, OAB, Ministério Público, entre outros segmentos, com a realização de reuniões mensais. “Assim como os policiais penais participaram das vivências, as crianças das escolas municipais também estão tendo essas experiências, e isso está sendo desenvolvido de uma forma muito efetiva na cidade. Quando há algum conflito interno, as escolas municipais conseguem propiciar espaço para diálogos e reflexões profundas, para não deixar crescer o problema”, reforça Santos.

policiais penais vivenciam Justiça Restaurativa com ênfase no autocuidado
Uma selfie na sala de aula para registrar o momento do aprendizado sobre o que é e o quão é importante a Justiça Restaurativa Foto: Deppen

O magistrado citou exemplos recentes de violência pelo país, onde ex-alunos invadiram escolas, matando crianças, funcionários e professores. E o objetivo dessas vivências de Justiça Restaurativa é fazer com que as crianças dialoguem na resolução dos conflitos, o que tem surtido bons resultados nas escolas municipais.

 

 

Facilitadores recebem formação teórica e prática

 

Para uma das facilitadoras das vivências, Cláudia Ângelo da Silva, integrante da equipe da Amparo, facilitar o círculo da roda da medicina com os policiais penais trouxe uma forte emoção. “Recebê-los e poder vivenciar a autorreflexão de como estamos cuidando de nós, conscientizarmos da nossa condição física, emocional, mental e espiritualmente, ouvir a nós mesmos e o outro sem julgamento, precisa de coragem. Fiquei feliz, pois desde a pandemia não facilitava círculos presenciais com grupos na sala da Amparo. Ao final do Círculo, tive a necessidade de abraçar cada participante. Somos seres humanos bons, sábios e poderosos (um dos pressupostos da Justiça Restaurativa). Sou grata pelo momento vivenciado, pela entrega e confiança de vocês”, enfatiza Cláudia.

 

Para o diretor da CPIM e que também participou da vivência, Júlio César Vicente Franco, o resultado é positivo, tanto que outra semana de reflexões será realizada em junho, com outro tema, para o mesmo grupo de servidores. “A ideia é levar as vivências para as unidades penais para abranger mais servidores. Quem quiser também poderá se tornar um facilitador da vivência”, finaliza.

 

 

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Tags: Destaquefoco no autocuidadoJustiça Restaurativa na CPIMpoliciais penais aprendem sobre Justiça Restaurativa

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