Rodovia que corta a região de Maringá, a BR 376 registrou queda de 7,9% nas mortes em 2025, levando em conta toda a sua extensão no Paraná (616 km). Segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), essa estrada passou de 126 ocorrências dessa natureza em 2024 para 116 no ano passado.
O resultado é a tônica das rodovias federais que passam pelo Estado. Ao longo de 2025, elas tiveram 7.620 acidentes de trânsito. As ocorrências resultaram em 8.523 pessoas feridas e 593 mortes. Em comparação com 2024, houve aumento de 0,5% no total de acidentes e de 0,7% no número de feridos, enquanto o número de mortes apresentou redução de 2,3%.
“Houve uma pequena queda dos óbitos nas BRs do Paraná em 2025, mas o fato concreto é que o patamar de mortes segue alto. As 593 mortes registradas equivalem a uma vida perdida a cada período de 14 horas, em média. O total de feridos, superior a 8,5 mil, corresponde a uma pessoa machucada a cada 60 minutos”, ressalta Fernando César Oliveira, superintendente da PRF no Paraná, via comunicação. “A PRF vem investindo cada vez nas áreas de inteligência policial e videomonitoramento não apenas para combater crimes como tráfico e contrabando, mas para também fiscalizar o trânsito com mais eficácia, em parcerias com as novas concessionárias de rodovias”.
Entre os tipos de acidentes, as colisões frontais e os atropelamentos de pedestres continuam sendo os mais letais, conforme a PRF. Em 2025, as colisões frontais provocaram 190 mortes, o equivalente a 32% de todos os óbitos registrados no período. Já os atropelamentos de pedestres somaram 95 mortes, correspondendo a 16% do total. Embora representem uma parcela menor do número geral de ocorrências, esses dois tipos concentram quase metade das mortes nas rodovias federais do estado.
As principais causas presumíveis dos acidentes permanecem relacionadas ao comportamento dos motoristas. “A ausência de reação e a reação tardia ou ineficiente do condutor responderam, juntas, por mais de 2.500 ocorrências em 2025, além de 129 mortes. O excesso de velocidade e o trânsito na contramão também aparecem entre as causas associadas ao maior número de óbitos”, aponta a PRF.
As ultrapassagens proibidas continuam entre as manobras mais arriscadas nas rodovias federais, por estarem diretamente associadas às colisões frontais, o tipo de acidente com maior índice de letalidade. Esse tipo de colisão ocorre, principalmente, devido a ultrapassagens proibidas ou mal sucedidas e ao excesso de velocidade. Em 2025, a PRF contabilizou 13.224 autuações por ultrapassagens proibidas no Paraná, o que representa uma média de 1,5 autuação por hora ao longo do ano.
Os dados indicam que a maior parte das mortes ocorreu em condições de pista seca (84%) e em trechos retos (68%), demonstrando como o comportamento dos condutores é decisivo para a segurança no trânsito.
Vítimas
O perfil das vítimas mortas aponta predominância de homens e de pessoas em idade economicamente ativa. Em 2025, a maior concentração de mortes ocorreu entre pessoas de 20 a 49 anos, faixa etária que reuniu mais de 60% dos óbitos registrados nas rodovias federais do Paraná. As vítimas entre 20 e 29 anos somaram 127 mortes, enquanto aquelas entre 30 e 39 anos registraram 123 óbitos, seguidas pela faixa de 40 a 49 anos, com 114 mortes.
Em relação ao tipo de veículo ocupado pelas vítimas fatais, os automóveis concentraram o maior número de óbitos, com 229 mortes em 2025. Na sequência aparecem as motocicletas, responsáveis por 124 mortes, evidenciando a elevada vulnerabilidade desse tipo de veículo.
Caminhões
Os veículos de grande porte tiveram participação significativa nos acidentes mais graves registrados em 2025 nas rodovias federais do Paraná. Embora tenham estado envolvidos em cerca de 27% das ocorrências ao longo do ano, esses veículos apareceram em 49,9% das mortes contabilizadas no período. A elevada participação nos óbitos reforça o impacto dos acidentes envolvendo veículos de grande porte, cujas características ampliam a severidade das colisões.








