O Jardim Imperial Japonês, que por muitos anos foi uma das joias do Parque do Ingá, está de volta depois de um período de abandono, em que os lagos secaram, as carpas desapareceram e as plantas de origem asiática, algumas trazidas do Japão, foram sufocadas por ervas daninhas. E mais: voltou com novo paisagismo e com o nome de um de seus idealizadores, o pioneiro Kenji Ueta.
O renovado Jardim Imperial Japonês Pioneiro Kenji Ueta foi entregue neste domingo, 3, com a presença do prefeito Silvio Barros (PP), autoridades do município e familiares de Ueta, entre eles o deputado federal Luiz Nishimori (PSD), genro do homenageado, a vereadora Akemi Ueta Nishimori (PSD), filha de Kenji, e o empresário Shiniti Ueta, filho.
Novo Torii e a volta das carpas
A revitalização feita pela prefeitura foi coordenada pelo Instituto Ambiental de Maringá (IAM) e marcou a retomada de um espaço simbólico de contemplação e contato com a natureza. Com investimento de R$ 1.127.201,75 em recursos próprios, o espaço foi requalificado com novas estruturas.
As diretrizes da revitalização foram concebidas pelo engenheiro Hiroshi Kawashimo, de Kakogawa, e o projeto arquitetônico do novo espaço foi elaborado pelo arquiteto Marcos Kenji, com intervenções inspiradas nos princípios tradicionais da cultura japonesa. Entre as melhorias realizadas estão a construção de um novo portal de entrada, implantação de espaço zen, áreas para piquenique e contemplação, lago com carpas e gazebo.
Presença de Kenji
Agora, o espaço também passa a abrigar a estátua do fotógrafo pioneiro Kenji Ueta, homenageado que dá nome ao jardim. Na estátua, Kenji está com sua inseparável máquina fotográfica. Ele é o responsável por boa parte da cobertura fotográfica dos fatos marcantes da história de Maringá.
Ueta chegou em Maringá em 1951 em junto com dois irmãos, fundou o estúdio Foto Maringá, que teve filiais nas avenidas Duque de Caxias, Getúlio Vargas e Herval, além do histórico Cine Foto Som Maringá, que além de estúdio fotográfico era comércio de máquinas fotográficas, filmes e instrumentos musicais, representante dos teclados Yamaha.

Há 50 anos, Kenji Ueta foi um dos idealizadores do jardim que agora recebe seu nome, bem como um dos articuladores da vinda a Maringá do príncipe Akihito e da princesa Michiko, hoje imperadores do Japão, que inauguraram o jardim no interior do Parque do Ingá.
Kenji Ueta, também conhecido como Paulo Ueta, morreu em setembro de 2020, aos 93 anos, uma semana depois da esposa Yoshiko Nakagawa Ueta, de 91 anos. Ambos foram vítimas de complicações provocadas pela covid-19.
Novamente um cartão postal
Como era de se esperar em um evento da colônia japonesa para homenagear um de seus mais destacados integrantes, a reinauguração contou com a participação do Grupo Wakadaiko de percussão japonesa, que compõe o Departamento de Taiko da Associação Cultural e Esportiva de Maringá.

Para o prefeito Silvio Barros, o Jardim Imperial Japonês reforça a importância do Parque do Ingá como um dos principais cartões-postais da cidade, além de ampliar as opções de lazer, turismo e convivência para a população.
“Estamos dando um passo importante na revitalização do Parque do Ingá, com a reentrega de um espaço simbólico para a cidade. Esse é um trabalho construído com o apoio de muitas pessoas e que reforça o potencial do parque como um dos principais atrativos de Maringá. Com a concessão do parque, vamos qualificar ainda mais as atividades de visitação, seguindo modelos bem-sucedidos. A entrada continuará gratuita, mas com mais opções de lazer e turismo para a população. A expectativa é transformar o Parque do Ingá em um espaço cada vez mais atrativo e motivo de orgulho para os maringaenses.”
O diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá (IAM), José Roberto Francisco Behrend, explicou que a entrega do espaço é fruto de um trabalho conjunto. “Este é um momento de gratidão por essa revitalização, feita com o esforço de muitas mãos, em parceria entre o poder público e a comunidade. Foi um projeto doado e, com o trabalho da nossa equipe técnica, conseguimos transformá-lo em realidade, sempre com cuidado para conciliar o uso público e a preservação ambiental. O resultado é um espaço que valoriza a cultura, respeita a biodiversidade e está pronto para ser aproveitado pela população.”
Shiniti Ueta, filho do pioneiro Kenji Ueta, agradeceu as homenagens e o reconhecimento à história da família. “É uma emoção muito grande ver tantas pessoas reunidas na inauguração deste jardim que leva o nome do meu pai. Tenho certeza de que ele estaria muito feliz com essa homenagem. Agradeço a todos que contribuíram para a realização deste espaço, especialmente aos que colaboraram diretamente com o projeto. É um momento de gratidão e de reconhecimento a todos que ajudaram a tornar esse sonho possível.”
(Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Maringá)
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